Aos 34 anos, a médica Tâmara Maranhão, hoje com 36, recebeu o diagnóstico que mudou completamente sua rotina e prioridades. Estava com câncer de mama. Antes da descoberta da doença, o trabalho como nefrologista ocupava a maior parte do tempo de Tâmara. As mensalidades da academia eram pagas, mas ela raramente fazia exercícios. Nunca tinha frequentado um consultório psicológico. Hoje, um ano depois de encerrar o tratamento contra o câncer, ela trabalha menos, frequenta a academia diariamente, faz dieta orientada por nutricionista e faz terapia semanalmente.
A “virada” na vida de Tâmara aconteceu porque ela se submeteu a um tratamento multidisciplinar, com uma equipe que envolvia médicos, enfermeiros, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o enfrentamento à doença envolvendo vários profissionais é prerrogativa do tratamento. “Toda mulher com câncer de mama deve ser acompanhada por uma equipe multidisciplinar especializada que inclua médicos (cirurgião, oncologista clínico e radioterapeuta), enfermeiros, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta”, informa o órgão auxiliar do Ministério da Saúde.
O oncologista diretor-presidente do Serviço de Quimioterapia de Pernambuco (Sequipe), Eriberto de Queiroz Marques, ressalta que a multidisciplinaridade é fundamental para a recuperação do paciente. “A atuação de vários profissionais é muito importante. O oncologista necessita do apoio de enfermeiro especializado, fisioterapeuta e psicólogo. Além disso desenvolvemos um trabalho que chamamos de mobilidade, incluindo um grupo de especialistas em educação física.”
O nódulo maligno, de 2 centímetros de diâmetro, no seio direito de Tâmara foi descoberto graças à insistência da médica que virou paciente. Ela percebeu que o tumor benigno descoberto estava aumentando e mudando de formato. Fez quatro exames de imagem até fazer a biopsia. O tumor foi retirado em cirurgia, mas ela não precisou fazer quimioterapia.
Com a nova rotina pós-câncer, Tâmara se sente melhor do que antes do diagnóstico. “Tenho mais qualidade de vida. Antes, me estressava com frequência, não tinha uma alimentação balanceada e não praticava atividade física.” Agora, me sinto melhor do que antes da doença.”
Fonte: Diario de Pernambuco



