Ergométrico só com médico

BRASÍLIA – Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) publicada ontem no Diário Oficial determina que o exame ergométrico, usado para avaliar a resposta do organismo a exercícios e identificar problemas cardíacos, terá de ser presenciado, durante todo o tempo, por médicos. “Os exames perderam em muito a qualidade e, pior, os acidentes durante sua realização estão aumentando”, afirma o diretor científico do Departamento de Ergometria e Reabilitação Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Nabil Ghorayeb.

Primeiro passo para a prescrição de exercícios físicos, o teste ergométrico tem de ser precedido por uma consulta médica. “De certa forma, o exame expõe o paciente a riscos. O médico tem de estar lá, para saber o limite de esforço a que ele pode submeter o paciente”, afirma Gorayeb. Muitas vezes, esse limite não é atingido ou é perigosamente ultrapassado. De acordo com as estatísticas, uma em cada 10 mil pessoas que fazem o teste morrem. “É raro, mas tem de ser considerado”, defende o médico.

Quando o exame é mal feito, há maior risco de o resultado não identificar uma eventual contraindicação para o exercício físico. Os protocolos, diferenciados por idade, também muitas vezes são colocados de lado. “Não é incomum usarem o exame padrão tanto para jovens como para adultos e idosos.” Com isso, pessoas de idade avançada muitas vezes fazem o teste em velocidade acima da ideal. “Não são raras torções”, completa.

A tática de usar um médico para vários pacientes foi ampliada nos últimos anos pelas clínicas, como estratégia para driblar o preço pago pelos convênios. Em média, o repasse é de R$ 60. O ideal seria fazer dois exames por hora, mas muitas clínicas fazem quatro. Além de eventuais problemas durante a realização do exame, médicos muitas vezes “encurtam” o período em que o paciente teria de permanecer sob observação, depois do teste. “Muitas vezes, os problemas são identificados neste momento”, diz o diretor. Pelo protocolo, é preciso esperar seis minutos. Profissionais, muitas vezes, esperam dois. A resolução diz ainda que o médico que deve acompanhar o teste precisa ter um treinamento específico.

BRASÍLIA – Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) publicada ontem no Diário Oficial determina que o exame ergométrico, usado para avaliar a resposta do organismo a exercícios e identificar problemas cardíacos, terá de ser presenciado, durante todo o tempo, por médicos. “Os exames perderam em muito a qualidade e, pior, os acidentes durante sua realização estão aumentando”, afirma o diretor científico do Departamento de Ergometria e Reabilitação Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Nabil Ghorayeb.

Primeiro passo para a prescrição de exercícios físicos, o teste ergométrico tem de ser precedido por uma consulta médica. “De certa forma, o exame expõe o paciente a riscos. O médico tem de estar lá, para saber o limite de esforço a que ele pode submeter o paciente”, afirma Gorayeb. Muitas vezes, esse limite não é atingido ou é perigosamente ultrapassado. De acordo com as estatísticas, uma em cada 10 mil pessoas que fazem o teste morrem. “É raro, mas tem de ser considerado”, defende o médico.

Quando o exame é mal feito, há maior risco de o resultado não identificar uma eventual contraindicação para o exercício físico. Os protocolos, diferenciados por idade, também muitas vezes são colocados de lado. “Não é incomum usarem o exame padrão tanto para jovens como para adultos e idosos.” Com isso, pessoas de idade avançada muitas vezes fazem o teste em velocidade acima da ideal. “Não são raras torções”, completa.

A tática de usar um médico para vários pacientes foi ampliada nos últimos anos pelas clínicas, como estratégia para driblar o preço pago pelos convênios. Em média, o repasse é de R$ 60. O ideal seria fazer dois exames por hora, mas muitas clínicas fazem quatro. Além de eventuais problemas durante a realização do exame, médicos muitas vezes “encurtam” o período em que o paciente teria de permanecer sob observação, depois do teste. “Muitas vezes, os problemas são identificados neste momento”, diz o diretor. Pelo protocolo, é preciso esperar seis minutos. Profissionais, muitas vezes, esperam dois. A resolução diz ainda que o médico que deve acompanhar o teste precisa ter um treinamento específico.

Fonte: Jornal do Commercio

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