Espera para atendimento

Muitas pessoas aproveitam as férias para dar uma revisada na saúde. Não esquecendo aquelas que preferem, ainda, no final do ano, fazer os exames de rotina, visando passar as festas de Natal e de réveillon com mais tranquilidade. Independente do período escolhido, é de praxe nessas consultas que os pacientes fiquem esperando para atendimento, tanto por parte dos médicos, quanto por outros profissionais na área de saúde. É preciso ter paciência para enfrentar a jornada nas salas dos consultórios e clínicas. Nessas horas percebe-se o real significado da palavra “paciente”, a qual foi convenientemente substituída por “cliente”, antes denominada pelos médicos e prestadores de serviços na área de saúde. Uma das táticas para reduzir essa perda de tempo, adotada por quem trabalha ou mora próximo ao local da consulta/exame, é monitorar por telefone a quantidade de pessoas que faltam ser atendidas, para somente irem perto de sua vez. Outra solução é levar uma leitura de seu interesse (pode ser até material de trabalho), pois ninguém merece ficar lendo as revistas antigas que infestam as salas de espera. Uma das razões para essa morosidade pode ser a “superlotação” das salas de espera, causada pela crescente quantidade de usuários dos planos de saúde. Outro motivo bem conhecido é descumprimento dos horários pelos médicos, os quais, em grande parte, preferem o atendimento por “ordem de chegada” em detrimento ao de “hora marcada”. Como uma parte expressiva da população não dispõe de recursos para uma consulta particular, essas pessoas, para tentar ser atendidas com mais presteza, estão se dirigindo às emergências dos hospitais particulares, cuja maior desvantagem é a ausência de especialistas em determinadas áreas da medicina, além de que os médicos de consultórios têm mais experiência. Apesar desse aspecto negativo, as emergências têm sido uma alternativa do sistema da saúde complementar. O que se espera é que as pessoas fiquem bem atentas, sejam mais exigentes e vigilantes, no que diz respeito à lentidão e ao descaso nos atendimentos em clínicas e consultórios, bem como sobre a atitude dos profissionais da área de saúde, principalmente médicos e odontólogos. A adoção de um modelo de atendimento mais ágil e que não comprometa a qualidade dos serviços, certamente, irá fortalecer a credibilidade desses profissionais de saúde e a fidelidade dos “clientes

Fonte: Jornal do Commercio

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