Estado vacina só 25% das meninas

O medo de efeitos colaterais e a falta de informação fizeram com que apenas 25% das meninas entre 9 e 11 anos fossem vacinadas contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), em Pernambuco, este ano. Desde o início de março, apenas 61.915 jovens foram vacinadas contra o vírus em todo o Estado. A meta do Sistema Único de Saúde (SUS) era atender pelo menos 80% das 242.890 meninas.

A vacina, usada para prevenir o câncer de colo do útero, é aplicada gratuitamente em três doses, com intervalo mínimo de seis meses entre a primeira e a segunda aplicação, e cinco meses, entre a segunda e a terceira dose.

A ginecologista e obstetra Angelina Maia atribui o baixo índice atingido no Estado aos casos de acidentes nos postos de vacinação, divulgados no ano passado. “Houve alguns desmaios e convulsões. Isso assustou as mães e adolescentes”, afirmou a médica.

Maia explicou, porém, que casos como estes são normais entre os jovens submetidos à agulha. “A Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia realizou uma pesquisa sobre este tipo de efeitos da vacina, como convulsões, desmaios, etc. A causa não é a substância injetada na vacina contra o HPV”, disse a médica. “Descobrimos que são efeitos psicogênicos, causados pelo nervosismo. As adolescentes têm muito medo de agulha”, esclareceu Angelina Maia.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Recife, Ana Catarina Melo, defendeu que as mães devem se conscientizar quanto à importância da vacinação. “A vacina contra o HPV previne o câncer de colo de útero, que é a terceira maior causa de morte entre mulheres no Brasil”, informou.

Segundo Ana Catarina Melo, em 2016, só poderão ser vacinadas pelo SUS meninas de 9 anos. “Nos mobilizamos para vacinar estas crianças o mais cedo possível. O objetivo é fazer com que essa seja a primeira geração imune ao HPV”, completou.

Fonte: Jornal do Commercio

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