Uma estudante de medicina de 29 anos viveu momentos de terror ao ser raptada, estuprada e roubada na noite da última terça-feira, quando chegava à casa do pai, na rua André Cavalcante, no bairro de Parnamirim, Zona Norte do Recife. Chama atenção que a mulher foi abordada por volta das 18h, momento de grande fluxo de pessoas e veículos pela localidade, que fica nas imediações do banco Santander. Ela tinha acabado de estacionar o carro na rua. O bandido, que se escondia num poste, pulou dentro do automóvel dela e a obrigou dirigir o veículo. Sob a mira de uma faca, ela foi coagida a dirigir até a BR-101, onde foi abusada sexualmente. Depois, foi abandonada nas imediações da Estação de Metrô Antônio Falcão, em Boa Viagem. A jovem foi achada em estado de choque e levada para atendimento médico. Imagens gravadas por câmeras de segurança do prédio onde o pai dela mora apontam que o suspeito estava com uma camisa de time de futebol e boné. A abordagem foi muito rápida. O caso da universitária está sendo apurado pela titular da 1ª Delegacia da Mulher da Capital, Ana Elisa Sobreira. A delegada começou a remontar o passo a passo da ação criminosa, ontem, com ajuda do primeiro relato da universitária. “Nossa equipe está nas ruas. Estamos atrás de câmeras que ficam por onde a vítima disse que passou para que a gente possa identificar o carro e alguma imagem que possa ajudar na questão do agressor”, disse. É esperado que a vítima dê hoje um segundo depoimento e que ajude a confeccionar um retrato falado do suspeito. Um dos fatos que chama a atenção no crime é que o homem, não satisfeito em sequestrar e estuprar a vítima, ainda tirou fotos da jovem tanto nua quanto vestida. Ele levou consigo o celular dela. Violência De janeiro a maio deste ano, já são 818 vítimas de estupro no Estado, segundo a SDS. No mesmo período do ano passado, foram 926. A Secretaria de Saúde informou que, de janeiro a junho, o Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, sediado no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), realizou 130 atendimentos relacionados a algum tipo de violência sexual. Perto de onde o crime ocorreu, moradores estão assustados. “A rua que ela foi atacada é meu caminho de quase todos os dias”, comentou a autônoma Carolina Mello, 32.
Fonte: Folha de Pernambuco



