Estudo aponta microcefalia revertida em bebês de mães com zika

Especialistas acompanharam 216 crianças nascidas de mães infectadas pelo arbovírus

Um estudo divulgado nesta segunda-feira (10) na revista científica “Nature Medicine” relata resultados do acompanhamento de 216 crianças nascidas de mães infectadas pelo vírus da zika durante a gravidez. Os pesquisadores mostraram que duas das crianças com microcefalia conseguiram reverter o quadro, e apresentaram desenvolvimentos neurológico, de linguagem e motor considerados normais. Uma delas desenvolveu a circunferência no tamanho normal da cabeça e a outra passou por uma cirurgia craniana.

Especialistas da Fiocruz e da Universidade da Califórnia, nos EUA, além de austríacos e alemães, acompanharam as crianças desde a infecção da mãe, no pré-natal, até o terceiro ano de vida, avaliando suas capacidades neurológicas, cognitivas e motoras, além de análises na audição e visão.

Dentre as mais de 200 crianças, apenas oito eram diagnosticadas com microcefalia. Entre elas, duas nasceram sem a anomalia, mas apresentaram o quadro depois.

— Situações como essa eram previstas. Isso aconteceu principalmente em crianças cujos casos de infecção das mães ocorreu tardiamente (no fim da gestação) . Quando nasceram, elas não tinham grandes alterações decorrentes da zika, mas apresentaram alterações durante o crescimento — afirma Alex Souza, especialista em medicina fetal do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), para o site ‘O Globo’.

Relação entre microcefalia e zika
Já se passaram três anos desde que o Jornal do Commercio anunciou em primeira mão a explosão de casos de recém-nascidos com microcefalia, que se tornou a malformação congênita mais associada ao zika. Agora, o fenômeno não é mais considerado uma emergência nacional, mas continua a impactar a saúde pública e a vida das famílias atingidas pelo vírus que permanece em circulação em Pernambuco.

Casa Saudável
O Jornal do Commercio trouxe, em 2018, uma série de reportagens ‘Zica em 1000 dias’ que marcou a gestação e os dois primeiros anos de vida das crianças afetadas pela síndrome, mostrando como as pesquisas têm avançado para dar respostas a dúvidas sobre o vírus e seus anos futuros.

O programa Casa Saudável, da TV JC, discutiu o tema com a jornalista Cinthya Leite, a oftalmologista Camila Ventura e o neuropediatra Lucas Alves sobre zika, microcefalia e desenvolvimento das crianças afetadas pela síndrome.

Fonte: Jornal do Commercio

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