Os planos de saúde terão que cobrir exames mais complexos com o uso de tecnologia avançada, que possam identificar 29 tipos de doenças genéticas. Entre eles está incluído o teste que poderá detectar o desenvolvimento do câncer de mama e ovários. Os exames serão incorporados ao novo rol de procedimentos médicos, que entra em vigor a partir de 2 de janeiro de 2014. A medida anunciada ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai beneficiar 42,5 milhões de usuários de planos individuais e coletivos contratados a partir de janeiro de 1999. As operadoras poderão repassar os novos custos às mensalidades.
A nota técnica 876/2013 detalha todos os exames que deverão ser disponibilizados na rede assistencial das operadoras. Um exemplo de exame genético que passará a ser obrigatório é o gene BRCA1/BRCA2876/2013, para detecção de cânceres de mama e ovário hereditários. Outros destaques das novas coberturas são: exames para a identificação da síndrome de Lynch (câncer colorretal não poliposo hereditário) e de hemofilia A e B.
A gerente de assistência à saúde da ANS, Karla Coelho, explica que estes novos exames utilizam técnicas mais sofisticadas e específicas que podem avaliar as mutações genéticas e auxiliar no diagnóstico e prevenção de 22 tipos doenças. Segundo ela, as novas diretrizes de utilização descritas na norma técnica determinam os critérios de elegibilidade de diagnóstico para os testes. As normas aprovadas pela ANS preveem a prescrição de um médico geneticista.
A técnica acrescenta que os testes genéticos incorporados ao novo rol estão disponíveis no país, desde a sua coleta até a conclusão do diagnóstico. Segundo ela, todas as operadoras médico-hospitalares terão que adaptar as suas redes para garantir as novas coberturas. Karla concorda que os exames podem ter o custo elevado porque utilizam tecnologia específica e complexa. Ela destaca os benefícios: “Os testes vão melhorar a qualidade de vida do paciente e fazer o aconselhamento das famílias sobre as mutações genéticas.”
As novas coberturas definidas pela ANS foram discutidas por um grupo técnico, com a participação de representantes das entidades médicas, das operadoras de saúde, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ministério da Saúde e técnicos da agência reguladora.
Fonte: Diario de Pernambuco



