Vinte e um projetos foram aprovados pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe) dentro do edital de Apoio Emergencial para Estudo do Zika. São R$ 3 milhões para os pesquisas, sendo R$ 2 milhões aportados pela Secretaria Estadual de Saúde e R$ 1 milhão da Facepe. A maioria das propostas financiadas traz inovações tecnológicas para o controle ao vetor, seja ele o Aedes aegytpi ou o Culex (a muriçoca). Também há investigações de apurações epidemiológicas, diagnóstico e monitoramento. Com verba de R$ 200 mil, o estudo com maior volume de recursos foi o do professor da UFPE, o físico Anderson Stevens Gomes. O cientista quer desenvolver e aplicar nanolarvicidas de prata para o controle vetorial do Aedes em área de transmissão do zika. “Um artigo científico de 2010 feito por um grupo de pesquisadores estrangeiros mostrou que essa nanopartícula causa a mortalidade das larvas. Em até duas horas, 90% delas morreram, nas condições do laboratório. É uma ação rápida”, comentou Gomes, que definiu Recife e Caruaru, no Agreste, como áreas para aplicação do produto. A princípio, adiantou, o larvicida de prata será utilizado em reservatórios de águas não potáveis, ou seja, que não são de consumo humano. Gomes antecipou que testará ainda oprodutopara o combate à larva do Culex. A Fiocruz também teve trabalhos selecionados. Entre os nove contemplados está o da pesquisadora Claudia Oliveira – trabalho sobre controle de mosquitos em áreas de cocirculação de dengue, zika e chikungunya em Jaboatão. A cientista propõe a utilização de um único larvicida”.
Fonte: Folha de Pernambuco



