Sem a medicação sintética, os danos aos tratamentos podem ser irreversíveis. Denúncia foi feita por pais de pacientes infantis
A falta da medicação Somatropina para pacientes com déficit de crescimento já dura mais de três meses na Farmácia do Estado. Sem a droga, que é um hormônio do crescimento sintético injetável, os danos ao tratamento podem ser irreversíveis e se tornam ainda mais dramáticos para as crianças.
A denúncia foi feita pelos pais de muitos desses meninos e meninas que desde janeiro sofrem com o desabastecimento e a falta de informações sobre a regularização das entregas. Alguns passaram a fracionar as doses que ainda tinham em casa como forma de tentar prolongar o uso, mesmo que em porções fora do ideal.
“É uma medicação que o SUS entende de uso contínuo e alto custo porque o valor é bem elevado. A dosagem é alterada de acordo com o peso da criança. Aumentando a dose aumenta o preço. Hoje se eu fosse comprar na farmácia sairia por mês entre R$ 4 a R$ 6 mil”, comentou a professora Adriana Santana, 42 anos, mãe de Nina, 13 anos, que sofre de uma disfunção glandular que impede o crescimento típico para a idade e que iniciou a terapia aos 6 anos.
“A perspectiva dela era o nanismo sem o tratamento”, contou. Adriana informou que a droga também passou por desabastecimento em 2016, quando precisou fazer um empréstimo bancário para garantir a medicação da filha.
Em nota, a Farmácia do Estado informou que recebeu o Somatropina de 12 ui, que estava com a entrega atrasada. Agora, está sendo organizado o processo de distribuição para todas as unidades da Farmácia. Em relação ao Somatropina de 4 ui, a previsão de entrega é para esta semana.
Fonte: Folha de Pernambuco



