Os problemas na saúde pública vão além da falta de estrutura de hospitais universitários e espera por exames e outros atendimentos em unidades de referência. Pacientes da Fundação Hemope com leucemia mieloide crônica denunciam que desde outubro estão sem tomar o quimioterápico Nilotinib. Também estão apreensivos com a transferência de médicos e avisos de que a partir de janeiro devem procurar o Hospital de Câncer para consulta e tratamento.
“Há três anos estou em tratamento no Hemope. Em 2011 faltou outro remédio. Agora falta esse novo e há muitas incertezas quanto à continuação do serviço”, diz o eletrotécnico Washington Ataíde de Moura. Outros três pacientes denunciaram ao JC os mesmos problemas. “Pessoas da direção dizem que a partir de janeiro a gente deve aperrear o pessoal do Hospital de Câncer e que não são donas de farmácia para fornecer remédio”, conta outro, indignado com o tratamento.
O presidente do Hemope, Divaldo Sampaio, informou que o remédio em falta, comprado pela Secretaria Estadual de Saúde, deveria ser entregue ontem mesmo ao hospital. Ele garante que a transferência do setor de oncohematologia só deve ocorrer no fim de 2013 e que não está havendo saída em massa de médicos da fundação.
Fonte: JC



