Segundo a secretaria-executiva de Atenção à Saúde do Estado, muitos dos bebês a Síndrome Congênita do Zika (SCZ) tem precisado de atendimentos emergenciais, a maioria por quadros de infecção respiratória. Apesar disso, o número de UTIs para atender à nova demanda ainda não é suficiente. Nesta semana, um bebê com microcefalia foi a óbito por problemas respiratórios. Dessa vez, enquanto esperava um leito no Hospital das Clínicas. “As crianças neurológicas sempre apresentam problemas respiratórios em maior número do que outras crianças”, apontou a infectologista do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) Regina Coeli. Segundo ela, está sendo avaliado se a maior incidência entre este grupo tem fatores mais específicos como baixa imunidade. De forma geral, a médica contou que as infecções respiratórias acontecem porque elas fazem aspirações erradas. “Elas aspiraram e a comida vai para o pulmão provocando quadros de pneumonia e bronquite, por exemplo”, exemplificou. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) lembrou os pedidos que fez ao Ministro da Saúde, Ricardo Barros, de novos recursos para a implantação de UTIs, que foram negados, durante sua visita ao Estado, há uma semana. Além disso, afirmou que a expansão do serviço de Terapia Intensiva é uma das prioridades da gestão que, desde 2007, mais que triplicou o número de vagas disponíveis na rede estadual.
Fonte: Folha de Pernambuco



