Falta vacina contra febre amarela nos postos de saúde do Recife

Desde a tarde da segunda-feira (10), os postos de saúde do Recife estão sem vacina contra febre amarela, indicada a moradores de áreas de risco definidas pelo Ministério da Saúde e a pessoas que vão viajar a esses locais. Não há registro de casos da doença na cidade e demais municípios pernambucanos, que não fazem parte das áreas com recomendação de imunização. Para quem mora na capital pernambucana e nunca recebeu a vacina, contudo, e for a um local de risco, a recomendação é que seja vacinado pelo menos dez dias antes da viagem, que é o tempo que a vacina leva para criar anticorpos e a pessoa estar devidamente protegida. Aqueles que tomaram a vacina em algum momento da vida não precisam de nova dose.

A Secretaria de Saúde do Recife informa que recebeu, para o mês de março, sete mil doses da vacina. O número é três vezes maior do que o quantitativo que enviado aos postos da cidade antes do surto que atingiu parte do Brasil no início do ano. No início de abril, o Recife começou a receber 400 doses a cada dois dias, mas a Secretaria Estadual de Saúde (SES) não tem mais repassado a vacina.

Segundo a SES, o Estado ainda não recebeu, do Ministério da Saúde, os lotes de vacina contra febre amarela para abril. Por isso, os municípios ainda estão sem o quantitativo para este mês. A SES acrescenta que são distribuídas mensalmente 10 mil doses às cidades pernambucanas e que já foi feita uma nova solicitação ao Ministério da Saúde.

Em nota, o Ministério da Saúde informa que enviou, entre janeiro e março deste ano, “24,2 mil doses da vacina para febre amarela ao Estado de Pernambuco. Nesta semana, serão enviadas outras 12 mil doses da vacina. Cabe ressaltar que Pernambuco não faz parte da área com recomendação de vacina. As doses enviadas para a rotina das áreas sem recomendação são para atender pessoas que se deslocam para regiões onde a vacinação é recomendada”.

No País, até 5 de abril, foram notificados 1.987 casos suspeitos de febre amarela silvestre. Desses, 450 continuam em investigação, 586 foram confirmados e 951 descartados. Do total, 282 evoluíram para óbito, sendo 190 confirmados, 49 em investigação e 43 descartados. Os últimos casos de febre amarela urbana ocorreram em 1942, no Acre.

Fonte: Jornal do Commercio

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