Falta verba para pesquisar o ZIKA

SÃO PAULO – Em novembro do ano passado, o imunologista Rafael França foi o primeiro pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a ter projeto aprovado para receber financiamento e investigar o vírus zika em Pernambuco, quando o País ainda não enfrentava a explosão de casos de microcefalia relacionados ao vírus. O pesquisador foi selecionado para receber R$ 2 milhões dos governos do Reino Unido e de Pernambuco. Mas o estudo de está praticamente parado, conforme o pesquisador, pois a verba não chegou.

O projeto foi selecionado em edital lançado pelo Fundo Newton (programa do governo britânico sobre doenças infecciosas e negligenciadas). Pelo Reino Unido, R$ 1,5 milhão deverão vir do Medical Research Council (MRC UK). O edital prevê contrapartida de R$ 505 mil da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe).

“Está parado, a gente não consegue fazer as coisas no laboratório porque a pesquisa é cara. Os alunos estão fazendo coisas com resto de material de e a gente não tem muitos meios de contornar isso, disse Rafael França.

O MRC UK informou, em nota, que o repasse deve ser feito pela Facepe. Já a Facepe diz que a contrapartida estadual será paga em três parcelas e já solicitou a primeira (R$ 200 mil) à Secretaria da Fazenda de Pernambuco. A Secretaria não quis se manifestar sobre o assunto.

Fonte: Jornal do Commercio

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