Faltam remédios contra o câncer

Metade dos tratamentos contra o câncer feitos no Rio de Janeiro foi interrompida por falta de quimioterápicos. Fiscalização feita pelo Conselho Regional de Medicina em 19 unidades de tratamento da doença do Rio de Janeiro aponta para a situação precária da assistência oncológica na capital. Em 74% das instituições não há serviço de radioterapia, 90% não oferecem exames imuno-histoquímicos, que identificam características moleculares da doença e orientam o melhor tratamento. Em alguns casos, o início do tratamento demora um ano.

“O levantamento do Cremerj mostra que, quando o paciente é referenciado para o Instituto Nacional do Câncer, provavelmente ele estará salvo. Mas se for encaminhado para alguns hospitais federais, sua chance de sobrevida é de menos de 30%”, afirmou o defensor público da União Daniel de Macedo. A partir do relatório do conselho, o defensor encaminhou ofícios pedindo abertura de inquérito pelo Ministério Público Federal para investigação de improbidade administrativa nos hospitais federais de Bonsucesso, Andaraí e Cardoso Fontes, e também pediu uma varredura pelo Tribunal de Contas da União nos procedimentos de licitação para a compra de medicamentos.

Febre amarela
O Rio de Janeiro investiga a primeira morte suspeita de febre amarela. A Secretaria Estadual de Saúde enviou para análise na Fundação Oswaldo Cruz amostras de um morador da área rural de Casimiro de Abreu, na Baixada Litorânea. Ele morreu no último sábado, no hospital municipal da cidade, onde deu entrada com queixas de dor de cabeça, taquicardia, falta de ar, febre e dor no corpo. A morte ocorreu no mesmo dia em que a Secretaria de Saúde do Rio anunciou que pediu ao Ministério da Saúde para que o estado seja incluído na área de recomendação de vacina contra a febre amarela.

Fonte: Diario de Pernambuco

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