Farmácia do hospital chama a atenção pela falta de organização

Na farmácia a fiscal identificou falhas no armazenamento das medicações

Por Flávia Albuquerque

Na visita a Unidade Mista Benvinda Brito Galvão, a médica fiscal constatou que os equipamentos estavam armazenados inadequadamente e os materiais da emergência estavam todos desligados, o que impediu que fosse verificado se eles realmente estavam funcionando. “A farmácia é pobre. Faltavam vários medicamentos e sinalização estava muito confusa. O farmacêutico só está lá duas vezes por mês”, contou Dra. Cláudia Andrade.

A unidade apresenta uma estrutura precária, em quase todas as salas as paredes estavam danificadas, aranhas e grilos foram encontrados na emergência e na sala do teste do pezinho. “Vários setores eram confusos. O posto de enfermagem não funcionava mais, a lavanderia e o CME dividiam p mesmo espaço”, destacou a médica fiscal.

Assim como em outros municípios visitados pela Caravana, o alto índice de gravidez na adolescência foi um dos assuntos mais comentados nas ruas de Ingazeira. O município é muito pequeno, tem aproximadamente 4.500 habitantes e outra das reclamações da população é dificuldade de se conseguir um emprego.

Durante o debate, os poucos que participaram (27 pessoas, apenas seis adultos) fizeram várias reclamações sobre o sistema de saúde da região. Queixas sobre a ausência de médicos, que só estão no hospital durante um turno. Além disso, discutiram sobre o alto índice de alcoolismo entre os adolescentes e a prostituição infantil que cresce a cada momento.

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas