“Nunca foi feita na América Latina, em um país da dimensão do Brasil sobretudo, uma pesquisa baseada em amostra censitária, amostra que representa a população. Portanto, as informações recolhidas da pesquisa podem ser extrapoladas para toda a população”, disse o diretor de Filantropia do Hospital Sírio-Libanês, Sergio Zanetta. O hospital, com sede na capital paulista, é responsável pela organização da rede de coleta das amostras.
Serão feitos exames de sangue e de urina que vão diagnosticar doenças como diabetes, hipertensão, anemia e dengue. “Doenças em que é importante saber sua dimensão, sua quantidade, sua distribuição geográfica e a importância de cada uma no Brasil”, disse Zanetta. Serão coletados também dados relacionados aos hábitos da população, como a quantidade de sal ingerida. “Isso é importante para traçar o perfil médico do consumo de sal no país, que é um dos fatores associados ao desenvolvimento de uma série de doenças, sobretudo à hipertensão arterial”.
Além de balizar as políticas públicas relacionadas à saúde, Zanetta diz que a pesquisa se tornará um ponto de partida para estudos e projetos. “Esse é um instrumento fundamental para o desenvolvimento da pesquisa no Brasil, vai ser utilizado por muitos anos como uma base para várias pesquisas e para o desenvolvimento de vários projetos”, avaliou.
Estão sendo investidos no projeto R$ 21 milhões, sendo R$ 15 milhões repassados pelo Ministério da Saúde ao IBGE e R$ 6 milhões pelo Hospital Sírio-Libanês. A instituição filantrópica faz o aporte a partir dos recursos obtidos com as isenções tributárias que tem direito. Para execução da coleta de amostras, o hospital firmou uma parceria com o grupo Diagnósticos da América e com o Laboratório Fleury. Estão envolvidos cerca de mil profissionais de 470 laboratórios em 671 municípios.



