BRASÍLIA (ABr) – O que exigia um procedimento cirúrgico, agora pode ser diagnosticado em cerca de dez minutos. A detecção da presença de fibrose no fígado de pacientes com hepatites B e C, antes feita por meio de cirurgia, pode ser feita pela elastografia, exame que não é invasivo e se assemelha a um ultrassom. O exame ainda é para poucos, pois na rede particular chega a custar R$ 3 mil e a rede pública ainda tem poucos aparelhos.
A chefe da unidade de gastrologia do Hospital de Base do Distrito Federal, Carmem Alves Pereira, explicou que, quando descobre que tem hepatite B ou C, o paciente deve logo fazer um exame para saber o nível de comprometimento do fígado, para, a partir dessa informação, ter um tratamento adequado. Para o exame tradicional é necessário um procedimento cirúrgico, com anestesia, para ter acesso direto ao órgão e assim saber em que estado se encontra. Carmem disse que, como toda cirurgia, o procedimento oferece riscos, por isso a importância da elastografia.
A médica afirmou que o DF têm três Fibroscan, aparelho usado para fazer a elastografia, na rede pública. Os equipamentos ficam no Hospital de Base do DF, na Unidade Mista da Asa Sul e no Hospital Regional de Taguatinga. Cada um custou cerca de R$ 750 mil.
Fonte: Folha de Pernambuco



