Fim da greve no IML de Alagoas

MACEIÓ – Um dia após ter recebido voz de prisão, o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL), Wellington Galvão, selou acordo que pôs fim à greve dos médicos legistas. Ele fora detido por determinação do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), desembargador Sebastião Costa Filho, em atenção a um pedido do procurador-geral do Estado, Marcelo Teixeira.

A reunião que encerrou a paralisação iniciada na semana passada contou com a presença de Galvão, Costa e Teixeira, além de representantes do Ministério Público e técnicos do governo. “Acreditamos que vamos avançar na reivindicação dos médicos e, principalmente, construir um plano de carreira”, disse o médico e líder sindical, ao confirmar o fim do movimento, que durou cinco dias.

O secretário de Gestão Pública de Alagoas, Alexandre Lages, aceitou a proposta da categoria, de aumentar o valor da bolsa profissionalizante de R$ 2.600 para R$ 3.600. Somado ao valor dos vencimentos – mais R$ 3.600 –, a partir do próximo mês os médicos legistas receberão R$ 6.200.

Hoje, todos os pontos do acordo serão ratificados em documento. Esta foi uma exigência dos legistas, que também compareceram ao encontro, na sede do Tribunal de Justiça.

Mesmo abaixo da média nacional da categoria, que oscila entre R$ R$ 8 e R$ 12 mil, segundo o Sinmed, o valor é considerado um avanço, já que mais conquistas, referentes ao plano de cargos e carreira, podem emergir. “Entregamos aos representantes do governo o modelo que já foi implantado no Ceará”, informou Wellington Galvão.

Outra vitória da categoria foi o compromisso do governo em entregar, no prazo de 30 dias, duas salas completamente reformadas no prédio do Centro de Ciências Biológicas (CCBi) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Os serviços nos Institutos de Medicina Legal (IMLs) de Maceió e Arapiraca foram retomados, acabando com a retenção de corpos.

Fonte: Jornal do Commercio

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