Fique longe da gripe sem agonia

Veronica Almeida – valmeida@jc.com.br

A epidemia de gripe nos Estados Unidos, causada por combinação de vírus, um deles o influenza A H3N2 (com cepa ausente na vacinação brasileira do ano passado), é um dos perigos que rondam o verão e o Carnaval 2013. Como recebe muitos turistas nesta época do ano, Pernambuco não está livre de abrigar o inimigo. Mas o Ministério e a Secretaria Estadual de Saúde pedem menos alarde e mais atenção a atos básicos de higiene, como lavar as mãos com água e sabão.

“No País e em nossa região, essa época não seria teoricamente propícia para infecção por influenza. Entretanto, estamos na alta estação de turismo e somos destino importante. A circulação de turistas e a viagem de brasileiros a outros países fazem com que o vírus da gripe tenha grande mobilidade”, explica o infectologista Vicente Vaz, do principal centro de referência em tratamento de síndromes respiratórias agudas, o Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife.

Coordenadora estadual de imunizações, Adriana Baltar lembra que não adianta procurar postos do SUS, pois a vacina do ano passado já acabou e a nova, que terá proteção contra a cepa responsável pela epidemia nos EUA, só ficará pronta em março, para aplicação em abril. “Na rede privada deve existir alguma sobra de 2012, é preciso verificar a validade.” Portanto, a medida é mesmo não relaxar e lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia. Segundo Adriana Baltar, os grupos mais vulneráveis à gripe (crianças, gestantes, idosos e profissionais de saúde) foram vacinados na campanha do ano passado e têm algum tipo de proteção. Pessoas desses grupos ou com doenças crônicas que não tomaram a vacina no ano passado devem consultar o médico antes de viajar para os EUA.

Utilizar máscara cirúrgica como fantasia de Carnaval pode ser uma boa ideia para se proteger na folia? “Não há evidências científicas favoráveis a isso. No ambiente hospitalar elas são utilizadas com eficácia, num contexto de biossegurança que inclui lavagem constante das mãos e outras medidas”, explica Vicente Vaz. Fora do hospital não têm valor, completa.” A melhor forma de não gripar é tomar a vacina anualmente, manter-se bem alimentado, hidratado, evitar contato com pessoas doentes e dormir bem”, diz o médico.

O Maestro Forró, da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, entra de corpo e alma no Carnaval. Faz show no palco, em meio à multidão, estica todas as jornadas e não adoece. Seria protegido pelos óculos pretos, inseparáveis? Ele garante que não. “Acredito que o estado emocional e de consciência repele vírus e bactérias. Minha proteção natural é alegria, a satisfação de viver aquele momento presente. Intensifico os exercícios respiratórios que já faço diariamente para remover as impurezas do corpo e reforço a hidratação, tomando muita água”, ensina.

Fonte: Jornal do Commercio

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