
Dando continuidade à série de fiscalizações que o Simepe vem fazendo nessa crise contra o novo coronavírus, na tarde deste domingo (03/05), foi a vez de visitar a Policlínica e Maternidade Prof. Barros Lima. Representado pela presidente, Claudia Beatriz Andrade, e pelo secretário geral, Tadeu Calheiros, o Simepe constatou de cara, que a publicidade, feita pela Prefeitura do Recife sobre a Unidade Provisória de Isolamento, instalada no complexo de saúde, encobre a verdadeira realidade dos profissionais que lá trabalham.
O desfalque de clínicos é tão grande, que hoje não tinha NENHUM deles no setor de pronto-atendimento da unidade para pacientes sem sintomas respiratórios, resultando no fechamento da área. O propagado setor, criado no estacionamento da Barros Lima para atender os pacientes com sintomas respiratórios, estava restrito também por déficit de profissionais. No momento, havia apenas um médico, onde deveria haver, ao menos, dois. Ainda por desfalque de outros profissionais o setor para medicação e observação dos pacientes também estava fechado, fazendo com que os médicos tenham que IMPROVISAR da maneira que podem, numa situação que aflige a todos (foto abaixo). Neste caso, é importante frisar que não era por superlotação, pois havia um único paciente no momento, mas pela total falta de estrutura.
A enfermaria de isolamento de pacientes com suspeita da Covid-19 (30 leitos) contava apenas com dois médicos, que – além da sobrecarga – se angustiavam por não poderem fornecer o tratamento indicado, onde haviam quatro pacientes com indicação de uso de ventilação mecânica, mas não se dispunha de fontes de oxigênio adequadas para o uso dos ventiladores. Eles ficaram aguardando vagas pela central de leitos.
Com tamanho desfalque, os médicos praticamente se desdobram em todos os setores da unidade, de um canto para o outro, colocando em risco pacientes, e a si próprio, pois aumenta demasiadamente o risco de contaminação individual e de toda equipe de profissionais. Outros sérios problemas evidenciados foram: a qualidade dos EPIs, como o capote muito abaixo da gramatura ideal (VIDE FOTO) e a falta de medicamentos importantes para o tratamento específico destes pacientes.
O Simepe não irá silenciar, continuaremos a cobrar da gestão municipal respostas para todos os gravíssimos pontos críticos identificados, não apenas na Barros Lima, mas em todas as unidades fiscalizadas. É preciso mais que propaganda!



