Folia até na hora de doar sangue

O Rei e a Rainha do Carnaval 2013, a banda Patusco e o bloco lírico Cordas e Retalhos fizeram a festa ontem na sede do Hemope, no Derby, chamando atenção para a importância de doar sangue. A Fundação Hemope promove até sexta-feira a campanha “Não importa o ritmo que corre em suas veias, mas a solidariedade que existe em você”. A proposta é reforçar o estoque de sangue para a folia de Momo.

Para a Rainha, Patrícia Fernandes 22 anos, Carnaval também é tempo de cidadania. “Doar sangue é um ato de solidariedade que pode salvar vidas. Eu fico muito feliz de fazer parte disso.” A integrante do bloco Cordas e Retalhos Maria de Fátima Leal, 58, doa sangue a cada quatro meses e aproveitou a oportunidade para doar novamente. “Eu vim dançar, cantar e, ao mesmo tempo, sinto que estou ajudando quem precisa. Talvez eu precise que alguém faça o mesmo por mim no futuro. Todos deveriam pensar nisso e vir ajudar também.”

A gerente do Hemocentro Audrey Martins, coordenadora da campanha, explica que a carência aumenta nesta época. “Pernambuco é um Estado carnavalesco e recebe muitos turistas. Havendo mais gente, a tendência é que aconteçam mais acidentes e precisemos de mais sangue no banco para atender à demanda.”

Iniciada em 21 de janeiro, a campanha já aumentou em 15% o número de doações. A meta é chegar aos 30% de aumento e, segundo Audrey, ainda faltam 3 mil doadores comparecerem ao Hemope. “Com a mobilização da população, acredito que conseguiremos chegar lá”, afirma.

Cemira Sousa, coletora de sangue no Hemope, garante ser mais fácil trabalhar assim. “Todo mundo se sente satisfeito, quem doa e a gente que coleta, por ajudar nessa campanha”, diz. O portuário Lindemberg da Silva Alves, 36, já havia doado sangue em outras ocasiões e adorou a novidade. “Nunca é demais ajudar quem está precisando. E em clima de festa é melhor ainda”, comenta.

Fonte: Jornal do Commercio

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