Rio – O comércio de medicamentos no Brasil deve movimentar R$ 70 bilhões neste ano, 12% a mais do que em 2012. No mesmo período, em média, o gasto por brasileiro ficará em R$ 430,92. A projeção é do relatório Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência.
O governo federal autorizou ontem o reajuste de até 6,31% nos valores dos medicamentos com preço controlado vendidos em todo o país. Por meio de resolução publicada no Diário Oficial da União, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) definiu o aumento de acordo com três faixas.
A classe C é responsável por quase metade do consumo no país, com um potencial de gastar R$ 32 bilhões (45% do total). Já a classe B deve consumir R$ 24 bilhões neste ano, enquanto o estimado para as classes D/E é R$ 8,6 bilhões. Já para a classe A, a projeção é de R$ 6,6 bilhões.
Ao analisar o consumo de medicamentos por região, o estudo mostra que o Nordeste tem o terceiro maior potencial do país, o equivalente a 18% do mercado ou R$ 13 bilhões anuais. Em primeiro lugar está o Sudeste, com 52% (R$ 37 bilhões), seguido pelo Sul (16% ou R$ 12 bilhões). Quando se fala em consumo por habitante, por sua vez, é o Sul que concentra o maior valor médio: R$ 494,71.
Reajuste
No caso dos medicamentos classificados no nível 1, referentes às classes terapêuticas com participação de genéricos em faturamento igual ou superior a 20%, haverá o maior reajuste, de 6,31% — equivalente à inflação medida pelo IPCA nos 12 meses encerrados em fevereiro. Nesta categoria, encontram-se medicamentos de uso popular e frequente, como omeprazol (utilizado no tratamento de gastrite e úlcera) e amoxilina (antibiótico para tratamento de infecções urinárias e respiratórias). Na segunda categoria, de classes com participação de genéricos em faturamento igual ou superior a 15% e abaixo de 20%, o aumento será de 4,51%. Por último, na classe de nível 3, com participação de genéricos em faturamento abaixo de 15%, o reajuste será de 2,70%.
Fonte: Diario de Pernambuco



