Ter a Novartis em Pernambuco é um plano antigo que o governador Eduardo Campos não quer mais esperar. A Folha apurou que a conversa entre ele e o presidente da Novartis no Brasil, Adib Jacob, foi de forte cobrança, um aviso de que produzir medicamentos dessa complexidade no País é um interesse maior. São planos que, se não cumpridos pela Novartis, o Estado buscará uma substituta. “Não estamos aqui trocando favor, estamos fazendo um negócio para o País e para vocês. Então, temos que cumprir contratos, de parte a parte”, enfatizou o governador.
Na reunião, Eduardo deixou claro que os impasses da empresa causaram estresses à gestão estadual. “Tenho boa vontade, agora eu jogo duro, porque lá fora o jogo também é muito duro. Eu fui, fiz uma ação, anunciei que ia ser de um jeito. Meu patrimônio é a minha palavra”, reiterou. Diante de tudo, a Novartis garantiu cumprimento de prazos e reuniões regulares de acompanhamento.
Eduardo foi ainda direto ao dizer que o empreendimento não pode ser apenas uma fábrica de vacinas. “Sinceramente, é muito pouco. Acho que essa planta deve ir muito além. Porque se não for essa, vai ser alguma do Brasil ou daqui mesmo. A presidente (Dilma Rousseff) não vai ficar mais colocando bilhões e bilhões em laboratórios. Ela não vai fazer isso, e terá meu apoio”, disse. “Cada um dá conta da sua obrigação. A minha, até agora, está 100% cumprida”.
Adib Jacob explicou que a previsão de produção da planta de Jaboatão dos Guararapes é para o fim de 2016 por causa dos trâmites da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aprovação da operação e dos medicamentos. Atualmente, a Novartis capacita 20 pessoas para atuar na operação da planta, que vai empregar, no pico, 120 profissionais, entre engenheiros, farmacêuticos, bioquímicos, biólogos e técnicos na área de saúde em geral. “Já temos uma parceria com a Universidade Federal de Pernambuco para capacitação dessa mão de obra”, disse Jacob.
Fonte: Folha de Pernambuco



