O Governo de Pernambuco se pronunciou por meio de nota sobre a determinação da Justiça Federal de afastar Antônio Figueira do comando da Secretaria de Saúde e de reabrir o Centro de Transplantes de Medula Óssea (CTMO) do Hemope. O procurador-geral do Estado, Thiago Norões, afirmou que recorrerá da sentença ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) e, por isso, manterá Figueira no cargo.
“O recurso que o Estado vai oferecer nos próximos dias tem efeito suspensivo, o que quer dizer que essa decisão, em tese, só poderá ser executada após o trânsito em julgado”, argumentou o procurador-geral Thiago Norões, no texto enviado aos jornais.
Ele repetiu o discurso de que o CTMO foi fechado porque “possuía índice de produtividade totalmente inaceitável”, sendo empregado “muitos recursos para se realizar poucas cirurgias” e que o espaço não tinha capacidade de passar por expansão. Segundo ele, o atendimento transferido para o setor privado possui o dobro de leitos do que quando funcionava no Hospital dos Servidores “de forma improvisada”, segundo o procurador-geral do Estado.
Thiago Norões disse ainda que no último ano de funcionamento do CTMO, em 2011, foram realizados 112 transplantes, com média de 9,3 procedimentos por mês, enquanto que este ano, até outubro, os transplantes passaram para 145, com média de 14,5 mensais.
De acordo com o procurado-geral do Estado, em março do próximo ano, será inaugurada a nova unidade do Centro, dentro do Hospital do Câncer de Pernambuco, no bairro de Santo Amaro, e contará com dez leitos, portanto sete a mais do que o antigo.
“Além disso, o governo está incentivando a abertura de novos serviços em hospitais universitários, a exemplo de Hospital das Clínicas, Oswaldo Cruz e Imip, como preconiza a Política Nacional de Oncologia”, completa a nota do procurador-geral do Estado.
Questionado sobre a decisão judicial em entrevista à imprensa durante inauguração de um instituto no Recife, o governador Eduardo Campos (PSB) – responsável pela nomeação do secretário Antônio Figueira – limitou-se a responder que cabe aos advogados do Estado falar sobre a questão e destacou a possibilidade de recurso. “Não tenho OAB”, resumiu.
Fonte: Jornal do Commercio



