O presidente do Instituto de Recursos Humanos (IRH), Francisco Papaléo, contesta as informações sobre a situação financeira precária do Sassepe e descarta a possibilidade de colapso do sistema por falta de pagamento à rede credenciada e aos fornecedores. Ele destaca que existem problemas pontuais com os prestadores de serviços, que estão sendo negociados e sanados. O IRH é o órgão público do governo estadual responsável pela gestão do Sassepe.
De acordo com o presidente do IRH, o déficit mensal do Sassepe é de R$ 1,8 milhão/mês. Ele acrescenta que o déficit é alimentado pelo aumento de custos do sistema com o envelhecimento dos beneficiários, que usam mais os serviços. Atualmente, 40% dos beneficiários do Sassepe estão na faixa etária entre 54 anos e 70 anos. Do total de 192 mil usuários, cerca de 25% usam algum tipo de procedimento no mês. “Hoje, o estado contribui além da sua capacidade. Além da contribuição mensal, paga a folha de pessoal e todo o custeio.”
Outro problema apontado por Papaléo é o número de liminares judiciais obtidas pelos beneficiários do Sassepe para usar os hospitais da rede conveniada. Ele cita, como exemplo, um paciente que permaneceu cinco meses internado no Hospital Português, amparado por uma liminar, com custo de R$ 1,8 milhão para o sistema. “Se temos um hospital de referência (Hospital dos Servidores), o atendimento prioritário deve ser feito lá.” Segundo ele, a reforma do HSE deve ser concluída até novembro deste ano, quando serão iniciadas as obras das enfermarias.
Fonte: Diario de Pernambuco



