Greve das universidades ainda segue

Prestes a completar três meses de duração, no dia 17 de agosto, a greve dos professores das universidades federais do país chegou no limite. Ontem à tarde, os docentes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) decidiram seguir o Comando de Greve Nacional e mais uma vez votaram pela continuidade do movimento. O governo federal já informou que encerrou as negociações e encaminhou um projeto com ajustes que variam de 25% a 45% para votação do Congresso. Os grevistas, no entanto, esperam fazer pressão para que os parlamentares não votem a proposta do Ministério do Planejamento. Amanhã, acontece a assembleia dos professores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
O clima esquentou. Cerca de 55 mil alunos não sabem quando vão retornar às aulas em Pernambuco. “Decidimos manter a posição nacional e endurecer a greve”, afirmou o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe), José Luiz Simões. Os professores da UFPE e da UFRPE não concordam com o acordo feito com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), uma das quatro entidades que representam os grevistas e pedem a reabertura imediata das negociações.

“Queremos a reabertura das negociações. Por enquanto não temos nenhuma sinalização, mas esperamos que o governo tenha bom senso”, justificou o presidente da Adufepe. Para os docentes, o reajuste não representa ganho real para a classe. O governo enxerga a pauta de reivindicações olhando apenas para a reposição, enquanto os trabalhadores reivindicam também melhorias nas condições das universidades federais.

Fonte: Diario de Pernambuco

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