De acordo com a categoria, movimento, que começa nesta sexta (21), não prejudica atendimentos nas emergências e maternidades. Médicos da rede municipal do Recife participaram de assembleia nesta quinta-feira (20) e deflagraram greve por tempo indeterminado
Os médicos da rede municipal do Recife entram em greve por tempo indeterminado, a partir desta sexta-feira (21). Em assembleia realizada na quinta-feira (20), a categoria anunciou a paralisação de consultas e exames nos ambulatórios e os serviços nos 121 postos do Programa Saúde da Família (PSF). Os atendimentos nas emergências e maternidades não serão prejudicados pelo movimento.
A deflagração da greve ocorreu depois de um movimento de advertência de 72 horas, iniciado na terça-feira (18). No primeiro dia de paralisação, postos ficaram sem profissionais de saúde.
A principal queixa da categoria, segundo o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), é a falta de segurança na rede municipal. De acordo com o presidente da entidade, Tadeu Calheiros, os profissionais cobram ações anunciadas pela prefeitura para evitar a criminalidade nas unidades.
“A pior coisa para os médicos é trabalhar sabendo que alguma coisa pode acontecer a qualquer momento. Vivemos esse clima de insegurança e nada do que foi pactuado com a prefeitura saiu do papel”, afirmou.
Segundo Tadeu Calheiros, este ano foi registrado um sequestro de uma profissional de saúde em uma unidade no Ibura, na Zona Sul. “Assaltos e agressões são problemas rotineiros”, acrescentou.
Entre as reivindicações dos médicos do Recife está a implantação de câmeras de segurança em unidades do Programa Saúde da Família. “Dos 122 postos, existem equipamentos de vídeo em 10. Ou seja, menos de 10% dessa rede conta com o sistema”, apontou.
Ele cobrou, ainda, a implantação da patrulha 24 horas nas áreas da unidades de saúde e do aplicativo de celular chamado de “Sentinela”, que permitiria a ligação entre os profissionais que atuam nos postos e as autoridades policiais.
Além da questão da segurança, os médicos exigem a reposição de insumos e medicamentos. “Metade dos pacientes com problemas mentais crônicos está sem receber os remédios”, alertou Calheiros.
O presidente Simepe também cobrou a realização de um concurso públçico. “Isso tinha sido prometido para o promeiro semestre deste ano e ainda nem está em fase de licitação”, acrescentou.
O G1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Recife e aguarda retorno.
Fonte: Blog Ultradicas



