A incidência da Síndrome e Guillain-Barré (SGB) auentou 42% em Pernambuco este ano. Entre janeiro e unho foram registrados 64 asos da doença contra 45 notados no mesmo período e 2014. Como a enfermidade ão tem notificação compulória, os números foram comilados com base nos dados o Sistema de Internação Hositalar (SIH). Para identificar o ue provocou a elevação nos asos, a Secretaria Estadual de aúde (SES), junto com técicos do Ministério da Saúde MS), começou a investigar os egistros um a um. O objetivo verificar se o adoecimento em relação com as infecões de pacientes por dengue, ika ou outros vírus circulanes no Estado. Isso porque a GB é uma doença neurolóica, autoimune, que pode urgir após infecções por vírus u bactérias. Outros estados omo Bahia e Ceará já admiiram casos também. O diretor geral de Controle e Doenças e Agravos da SES, eorge Dimech, destacou que pasta ainda não trata a doena com alarde, uma vez que s números da síndrome têm ido flutuantes nos últimos uatro anos. “Em 2012 foram 8 registros. Em 2013, subiu ara 81. Já em 2014 foram 45 agora 64. Também não ouve variações com relação idade dos doentes. Emmais de 50% dos casos a síndrome acomete pessoas de 15 a 50 anos. Quantitativamente, o comportamento da GuillainBarré está na média nos últimos anos”, disse. Contudo, o diretor explicou que isso não descarta que neste ano o incremento nos doentes esteja ligado à epidemia de dengue e zika que o Estado enfrenta. “Cada ano, em geral, tem uma causa para o ‘boom’, mas ainda não podemos afirmar. Na Bahia, por exemplo, até 13 de junho, dos 76 casos de Guillain-Barré, apenas 26 foram relacionados à zika, dengue ou chikungunya. Provavelmente, muitos aqui também devem ser relacionados a essas doenças”, comentou. A médica neurologista Renata Andrade comentou que em relação à dengue já há descrição na literatura médica de quadros de neuropatias pós-infecciosas, no entanto, não é uma complicação frequente da dengue. “Nos meses de epidemias de casos virais é comum que o número de registros de complicações neurológicas pós-infecciosas aumente como a Síndrome de Guillan-Barré, outras neuropatias autoimunes e até encefalites pós-virais. No entanto, até o momento não há uma definição se existe uma associação específica entre a zika ou chikungunya e a síndrome, ou se é somente uma coincidência de um quadro infeccioso epidêmico com complicações neurológicas autoimunes”, ressaltou a especialista. É para tirar essas dúvidas que nesta semana foi iniciada a revisão de casos. “Vamos verificar os registros médicos dos pacientes e, se necessário, entrevistar os doentes. Não podemos precisar quando estudo ficará pronto, mas a estimativa é em até três meses”, afirmou George Dimech. Ele afirmou, ainda, que como a SES já viveu outros momentos de aumento da síndrome está preparada commedicação e leitos, além de realizar o monitoramento do estoque de insumos, principalmente da medicação Imunoglobulina. Como não há forma de prevenção à SGB, e até que as especulações sejam esclarecidas sobre a relação com a dengue, zika ou chikungunya, o melhor é eliminar focos de transmissão do mosquito Aedes Aegypt, vetor dessas viroses.
Fonte: Folha de Pernambuco



