HC inaugura ambulatório para tratamento de esporotricose

O Hospital das Clínicas da UFPE inaugurou nesta quinta-feira (9) o ambulatório para acolhimento e tratamento específico de pacientes com suspeita de esporotricose. Ela é uma doença dermatológica provocada pelo fungo Sporothrix schenckii, que atinge humanos e animais, principalmente gatos.

Para ter acesso ao serviço, os pacientes com sinais dessa micose deverão ser encaminhados de um serviço médico anterior. E, com o encaminhamento em mãos, comparecer à clínica dermatológica, às quintas-feiras, das 8h às 12h, munidos de documento de identificação com foto e comprovante de residência para abertura do prontuário e realização de triagem.

No primeiro atendimento, os pacientes passarão por triagem e, se for o caso, exames laboratoriais, pesquisa fúngica e biópsia para investigar a causa da doença, que provoca lesões na pele. “Após a escoriação na pele, surge um nódulo e depois uma úlcera. Se não for tratada logo, a doença evolui tanto na intensidade quanto no tamanho”, explicou a dermatologista do HC, Cláudia Ferraz.

Os atendimentos a pacientes com esporotricose eram esporádicos e majoritariamente em moradores da zona rural, que se machucavam fazendo o manejo do solo, onde o fungo habita. Mas, desde 2016, o número de casos tem aumentado em áreas urbanas, provocados por gatos com feridas cutâneas. “No Rio de Janeiro, por exemplo, já há uma epidemia. No Recife, há relatos de procura em consultórios particulares e ambulatórios especializados da rede pública”, disse Cláudia Ferraz.

A doença tem cura e seu tratamento dura de três a seis meses, com antifúngicos orais. Somente em casos raros, são necessários medicação venosa e internamento. Os gatos também passam por um tratamento específico com veterinário. Desde 2015, a Secretaria Estadual de Saúde passou a notificar os casos de esporotricose em humanos.

Fonte: Folha de Pernambuco

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