Hemobrás ganhará mais um módulo

A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) e a multinacional Baxter International vão turbinar a fábrica em construção no município de Goiana com a construção de mais um módulo de produção. Em outubro do ano passado, as duas empresas fecharam parceria exclusiva para transferência de tecnologia do fator VIII recombinante, uma das tecnologias mais modernas no tratamento da hemofilia tipo A.

“O convênio de transferência de tecnologia de US$ 100 milhões avançou para a construção de um novo módulo na fábrica. A partir deste ano já começamos a receber os produtos da Baxter para fornecer ao SUS”, adianta o presidente da Hemobrás, Romulo Maciel Filho, sem revelar o valor do investimento, que ainda está sendo dimensionado. O terreno da fábrica será ampliado de 25 para 31 hectares.

Desde ontem até o próximo dia 8, as duas empresas vão realizar a primeira rodada de reuniões em Pernambuco para discutir as etapas da transferência de tecnologia do fator VIII recombinante. Nos dias 5 e 6 de março, a Diretoria-Executiva da Hemobrás levará a comitiva da Baxter, formada por altos executivos da multinacional – entre eles, o vice-presidente mundial de produção e operação, Joerg Ahlgrimm, o diretor mundial de produção, Martin Felgenhauee, e o diretor geral no Brasil, Mario Ciardeli – para conhecer a fábrica em Goiana.

No local, os grupos analisarão a inclusão deste novo projeto no terreno da estatal. Na agenda, que acontece no Recife e em Goiana, está a discussão dos detalhes para a construção do módulo da planta industrial para a produção deste medicamento elaborado por meio de engenharia genética e ainda não disponível no Brasil. Também serão abordadas as questões para o início das fases de recebimento do produto semiacabado no País, com rotulagem na unidade fabril da Hemobrás, liberação farmacêutica junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e posterior distribuição pelo SUS. Em função do preço, o presidente da Hemobrás lembra que o fator VIII recombinante não constava no menu de medicamentos do SUS.

A Hemobrás está recebendo um investimento de R$ 670 milhões e vai acabar com a dependência de importações de hemoderivados pelo SUS, que chega a custar R$ 1 bilhão por ano. A fábrica está em fase de construção e os primeiros medicamentos começam a ser produzidos em 2014.

Fonte: Jornal do Commercio

 

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