Muitos mitos ainda giram em torno do processo de doação de medula óssea. Por medo ou falta de informação, algumas pessoas podem deixar de salvar vidas. Mas, de acordo com especialistas, o procedimento não é tão complicado quanto parece.
Segundo a hematologista Elizabeth Vilar, da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope), o processo para doação é feito por etapas. Primeiro, o candidato a doador precisa assinar um termo e se cadastrar no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). No ato do cadastro, feito no próprio Hemope, é coletada uma amostra de sangue, que passará por análise laboratorial.
Todos os dados são lançados no sistema, que cruza as informações do doador com os receptores diariamente. “Caso seja identificada compatibilidade com algum paciente, a pessoa é chamada para exames confirmatórios”, explica a hematologista. Em seguida, o candidato é submetido a exames clínicos para avaliar as condições de saúde. Só então é realizado o processo efetivo de doação.
O procedimento do transplante pode ser feito de duas formas: por meio da retirada da medula através do osso da bacia (e não da coluna, como se acredita), ou pela técnica de aférese, através de acesso venoso, com a retirada de células-tronco, a partir do sangue do doador.
No Hemope, são realizadas cinco palestras diárias sobre o tema, onde os interessados em doar podem esclarecer dúvidas. “As pessoas têm medo porque desconhecem. Acabam criando histórias e fantasias em relação ao procedimento”, afirma Elizabeth Vilar.
Mais informações sobre a doação de medula óssea podem ser obtidas no portal do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), através do endereço eletrônico http://www.inca.gov.br.
Fonte: Jornal do Commercio



