Levar médicos a localidades de difícil acesso como tenta o Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab) – que selecionou 382 profissionais para 96 cidades pernambucanas- é uma tentativa de ampliar a cobertura da assistência primária à população. Mas paralelamente a isso, não dá para esperar, sem perspectiva, a recuperação de centros de referência, colocados em segundo plano.
Um exemplo deles é o Hemope. A Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco mergulhou numa crise desde o final dos anos 90 e que parece não ter fim. Vez ou outra faltam materiais básicos da enfermagem, o que obriga servidores a pedirem empréstimos a outros hospitais da rede estadual. Além disso, há déficit de pessoal, superlotação na emergência e vez ou outra falta medicamento para portadores de leucemia.
Quem responde
JC – Por que falta material básico e remédio no Hemope?
MIRIAM SILVEIRA – Foi uma questão pontual, já regularizada. Quanto ao medicamento para leucemia, a compra é feita pela Secretaria de Saúde do Estado e voltou a ser distribuído.
JC – E a superlotação da emergência?
MIRIAM SILVEIRA – Vamos ativar seis leitos de enfermaria para aliviar o setor.
Fonte: Mais Saúde / Jornal do Commercio



