O estoque de sangue do Hemope está em baixa para todos os grupos sanguíneos. Se não houver uma coleta significativa nos próximos três dias, entra em estado crítico. O alerta é da diretoria de Hemoterapia do Hemope, Ana Fausta Cavalcante. Para ter um banco bem abastecido, o Hemope precisaria receber 400 bolsas por dia, mas esse número está em torno de 300.
“Há muitos doentes onco-hematológicos na mesma situação de Luiz Sérgio, que também precisam de transfusão de sangue”, ressalta a médica, acrescentando que a campanha da família em rede social é muito positiva porque desperta a população para a necessidade de ajudar. “Infelizmente, não há essa cultura de doação de sangue em nosso País e esse não é um produto que se possa comprar.”
Ela lembra que, praticamente todos os dias são feitos transplantes no Estado – Pernambuco é o 2º do Pais que mais transplanta coração – e todas essas intervenções demandam transfusões. A violência crescente também exige que o banco de sangue esteja com estoque regular.
Na opinião da médica, um dos fatores que dificultam a doação é a centralização do serviço. O Hemope só tem posto de coleta na sede e no Hospital da Restauração. “Uma pessoa de Jaboatão dos Guararapes que queira fazer doação tem que se deslocar até aqui”, comenta. A estratégia para não deixar os níveis baixarem demais é fazer coletas externas de duas a três vezes por semana. “Se as pessoas doassem com regularidade, não precisaríamos estar sempre pedindo.”
Fonte: Jornal do commercio



