Em um ano, o Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife, reduziu sua taxa de ocupação de 114% para 94% em virtude da implantação do Programa SOS Emergências, do governo federal, que tem como principal objetivo qualificar a gestão e ampliar a capacidade de assistência. De olho no mesmo desafogo, o Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, integra desde ontem o serviço. A expectativa, a partir de agora, é diminuir as longas filas, a demora no atendimento e as macas espalhadas por corredores.
“Acho que é conveniente o hospital aumentar seu atendimento. Às vezes, venho de Arcoverde (Sertão) e não consigo ser atendido porque não tem vaga. O paciente sofre”, diz o aposentado José Galdino Espíndola, 75 anos, que reside no município distante 254 quilômetros da capital.
Pernambuco é o primeiro Estado, depois de São Paulo e Rio de Janeiro, a ter mais de um estabelecimento incluído na estratégia. “Esse fato é muito significativo. A Região Metropolitana do Recife é muito importante e temos aqui algumas carências, o que justifica as ações intensivas”, afirma o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (MS), Helvécio Magalhães, que esteve ontem pela manhã no HGV. Segundo ele, o hospital passará por um diagnóstico, que vai aferir a demanda na emergência, o tempo de espera, as ocorrências mais comuns e as maiores deficiências. “Vamos fazer um monitoramento diário para que possamos melhorar o atendimento cada vez mais”, frisa.
A inclusão no programa representa um reforço de R$ 6,6 milhões por ano. O Getúlio Vargas terá um Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH), que ficará responsável por elaborar um projeto para promover o enfrentamento das principais necessidades e contará com a participação de um consultor do MS. O hospital já possui 130 leitos de retaguarda à disposição, dos quais 122 pactuados no Plano de Ação Regional da Rede de Urgências e Emergências. O HGV dispõe de 31 leitos de UTI e atende, por mês, em sua emergência, cerca de 10 mil pessoas. Em torno de 800 cirurgias são realizadas.
Criado em 2011 pela presidente Dilma Rousseff, o programa SOS Emergências já opera em 22 hospitais em todo o Brasil. Este ano, mais oito unidades de saúde serão beneficiadas. Outras 10 devem ser incluídas até o fim de 2014. Quando a Copa do Mundo começar, em junho do próximo ano, todas as cidades-sede contarão com o SOS Emergências.
Fonte:jornal do Commercio



