HGV trata os casos de chicungunha

O tratamento da mais temida entre as arboviroses recebe um reforço em Pernambuco. Na manhã de ontem, o governo do Estado lançou o novo Plano de Enfrentamento às Doenças Transmitidas pelo Aedes para 2017, que efetiva o Hospital Getúlio Vargas (HR), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, como referência no atendimento e acompanhamento de pacientes com dores articulares crônicas provocadas pela chicungunha. O Laboratório de Acometimento Articular da Chicungunha funciona como projeto piloto desde agosto e já atende 180 pessoas.

O objetivo é oferecer atendimento reumatológico e fisioterapia a pacientes com mais de 15 dias de dor articular após o início dos sintomas da doença Em Pernambuco, de 3 de janeiro até 3 de dezembro, 25 mil pessoas foram acometidas pela chicungunha. Os Hospitais das Clínicas (HC) e Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) também realizam esse tipo de atendimento. “A diferença, é que o ambulatório do Getúlio Vargas é o primeiro criado com essa finalidade no Estado”, explica a secretária-executiva de Atenção à Saúde, Cristina Mota.

Dois profissionais da área de reumatologia acompanham os pacientes. Com a transformação do hospital em um centro de referência, a procura pelos serviços tende a aumentar. Por esse motivo, o Estado não descarta a nomeação de outros profissionais. “Tudo depende da demanda. Por enquanto, não atingimos a capacidade total do ambulatório e estamos conseguindo realizar os atendimentos”, afirma a secretária. No interior, o governo oferta o mesmo atendimento nas Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (Upaes) de Caruaru, Garanhuns, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, que também dispõem de fisioterapia motora.

O plano assinado pelo governador Paulo Câmara prevê R$ 78 milhões em ações de combate ao Aedes aegypti, compra de equipamentos e mobilização social. Entre as medidas está a descentralização dos exames sorológicos para confirmação da doença em todas as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres). “Vamos ampliar nossa capacidade para realização dos testes e, consequentemente, diminuir o tempo de espera pelos resultados”, afirma a gerente do Programa de Controle das Arboviroses, Claudenice Pontes.

Ainda em 2016, o Programa de Controle das Arboviroses capacitará 530 profissionais das unidades de alta complexidade e 75 profissionais das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para padronizar o atendimento. Em 2017, a expectativa é de treinar os profissionais das redes municipais, além dos coordenadores de arboviroses dos 184 municípios pernambucanos e do distrito de Fernando de Noronha, que repassarão as informações para agentes de saúde e supervisores das Geres.

A principal arma do Estado ainda é o combate ao mosquito. Para isso, serão encaminhadas 60 mil capas para vedação de recipientes para armazenamento de água. Além do monitoramento, em casos de surto epidêmico, o governo disponibilizará serviço de pulverização de larvicida (fumacê) para as cidades com maior incidência da doença. Este ano, 33 municípios precisaram da ação. “Só vamos conseguir diminuir os casos se diminuirmos a proliferação do mosquito”, afirma o secretário estadual de Saúde, Iran Costa, que participou do anúncio do plano ao lado do governador Paulo Câmara.

Fonte: Jornal do Commercio

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