Homeopatia segue o princípio da semelhança

O tratamento por meio de substâncias ultradiluídas é o principal pilar da homeopatia, um sistema terapêutico que tem como base a teoria da semelhança enunciada pelo pai da Medicina, Hipócrates, e desenvolvido – anos mais tarde – por Samuel Hahnemann. De acordo com este princípio, “semelhante atrai semelhante”. Ou seja, se um paciente sofre de determinado mal, sua cura está em oferecer-lhe doses diluídas de um medicamento que cause aquela doença.

De acordo com o médico Carlos Eduardo Danzi, vice-presidente da Associação Homeopática de Pernambuco, esta é uma das principais discordâncias entre este fundamento e o da a alopatia, a medicina convencional. “A homeopatia é um sistema médico onde a gente parte do pressuposto de que a doença ocorre a partir de um desequilíbrio. Para curar, ela reequilibra a pessoa, com base nos sintomas da doença e no jeito de ser do paciente”, explica.

Muito confundida com a fitoterapia, o médico explica que elas são bastante distintas. “O tratamento através do uso das plantas tem a mesma lógica da alopatia. Se um paciente tem febre, vai tomar um antitérmico. Só que esse sistema só trabalha com reino vegetal. Já na homeopatia, em caso semelhante, o doente vai tomar um remédio ultradiluído, que leva em conta seu sintoma e seu jeito de ser, e pode ser dos reinos vegetal, animal ou mineral”, afirma. As contraindicações, segundo o médico, são poucas. “Como a sensibilidade do organismo é levada em consideração, se tem uma substância que não é sensível para o indivíduo, ele não faz efeito. Em outros situações, o medicamento pode ser forte demais, e é preciso dar outro”, explica o especialista.

Sobre o uso concomitante da homeopatia e alopatia, Carlos Eduardo Danzi explica que não há problema e que pode ser feita em quase todos os tipos de doença. “Nos casos em que não há estudos comprovando a eficácia da homeopatia ou em doenças que exijam ação mais rápida, ela pode ser usada como coadjuvante. Em alguns casos a resposta ao tratamento é mais rápida quando associada”, esclarece o médico. Ainda segundo ele, o perfil de pessoas que procura este tipo de tratamento é de pacientes vindos dos tratamentos tradicionais. “Em geral, são doentes crônicos que não conseguem se curar ou ter controle mais efetivo da doença. Este seria um último recurso”, pondera.

No caso da economista Elizabete Gonçalves, que já usa este sistema médico há mais de 20 anos, optar pela homeopatia é uma questão de visão holística. “Enquanto a medicina tradicional se ocupa da doença, a homeopatia cuida do doente. Esse tratamento por semelhantes, principalmente pela falta de efeitos colaterais, teve um bom resultado”, explica. Ela sofria com a alergia e percebeu que, para este tratamento a medicação ultradiluída foi o tratamento mais eficiente. “A ideia que eu tinha – e que muita gente tem – é que a homeopatia não tem efeito imediato. Eu já mudei muito o pensamento a respeito. Eu já havia tentado outras formas”, conta.

Fonte: Folha de Pernambuco

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