Hospital de Câncer atende parte das reinvindicações das entidades médicas

Depois da realização de várias fiscalizações e denúncias sobre a falta de condições de trabalho e atendimento aos pacientes por parte do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e outras entidades médicas, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) anunciou algumas melhorias que serão feitas no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). Também foi realizada, na última terça-feira (5), uma reunião o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para cobrar providências sobre a situação da unidade.

Nas fiscalizações, ficou constatada a falta de condições de atendimento da forma adequada aos pacientes na emergência da unidade; falta de equipamentos no setor de endoscopia; falta de equipamentos e mal funcionamento do ar-condicionado do bloco cirúrgico; a não-utilização de enfermaria com 72 leitos por falta de quadro profissional; além da falta de equipamentos no setor de cabeça e pescoço.

Nesta semana, a Secretaria anunciou a reforma do hospital, que ganhará um prédio anexo com sete pavimentos e 6,7 mil m² de área construída, abrigará a emergência do hospital; unidade de terapia intensiva (UTI), com 20 leitos, o que representa o dobro do atual; e um pavimento reservado para uma Unidade de Transplante de Medula Óssea. Serão investidos R$ 27 milhões na obra, que tem prazo de execução de 12 meses. O edital já foi lançado e a empresa vencedora da licitação será anunciada em 60 dias.

Na reunião com o MPPE, que contou com a participação de representantes do Cremepe, SES e HCP, a Secretaria apresentou as primeiras providências tomadas, como a compra de equipamentos para o setor de cabeça e pescoço e entrega de novos equipamentos (endoscópio e colonoscópio) para o setor de endoscopia. Também foi apresentado o projeto de reforma da unidade.

O Cremepe entregou uma cópia dos relatórios elaborados pelos chefes de cada setor do HCP, apontando as deficiências. Por determinação do MPPE, a SES terá um prazo de até 20 dias para se pronunciar sobre as providências que estão sendo tomadas.

Na opinião do Cremepe, as medidas adotadas pela Secretaria Estadual de Saúde são de grande valia para melhorar as condições de trabalho dos médicos e das equipes interdisciplinares de saúde na unidade, assim como o atendimento aos pacientes. No entanto, há setores que não podem esperar o prazo previsto para a obra, devido à precariedade da situação, como a emergência e o bloco cirúrgico. O Conselho continuará atuando para que essas providências sejam tomadas de maneira emergencial.

Fonte: Cremepe

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