Hospital de Câncer de Pernambuco será pioneiro no uso de fibrina

O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) será pioneiro no uso do selante de fibrina. Instituição será a primeira do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado a utilizar o produto cicatrizante, graças a parceria com Hemobras e Hemope, que será formalizada nesta segunda-feira. A medida vai  beneficiar de forma imediata os pacientes em tratamento contra o câncer.
A cola de fibrina, que é usada na medicina como um potente adesivo cirúrgico, está sendo produzida pela Hemobras, através do Hemope, e será distribuída gratuitamente através da rede SUS para uso nos pacientes do HCP.

 

A solenidade acontece no auditório do HCP, com a presença do diretor-técnico da Hemobrás, Luiz Amorim, do gerente de Biotecnologia, Frederico Monteiro; do fundador do Hemope, Luiz Gonzaga dos Santos, do diretor-presidente Divaldo Sampaio e da gerente de ensino e pesquisa da Fundação, Maria do Carmo Valgueiro.

A vantagem deste selante, desenvolvido a partir de veneno de cobra, é a redução de sangramento e a melhora da coagulação durante o uso. As ligações ou suturas de cirurgias e de ferimentos não precisarão ser mais costuradas, pois a cola une os tecidos, deixando o local atingido sem grandes cicatrizes.

A cola de fibrina distribuída pela Hemobras é fabricada com plasma de, no máximo, três doadores, e passa por um método de inativação viral que elimina possíveis vírus, reduzindo riscos de contaminação. O produto é submetido, ainda, a cinco testes de biologia molecular para identificar os vírus HIV e das hepatites A, B e C.

O produto será produzido em larga escala na futura fábrica da Hemobras de Goiana, na Mata Norte do Estado, e será distribuído para todo o Brasil. A produção será realizada com tecnologia cedida por uma empresa parceira da França, e o seu uso será destinado exclusivamente na rede SUS.  O HCP será um grande beneficiário e parceiro deste projeto que leva o Estado ao centro tecnológico de produção de hemoderivados no Brasil, tudo a partir do pioneirismo do Hemope, hemocentro cujo modelo se expandiu por todo o Brasil.

Fonte: Diario de Pernambuco

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