Previsão da direção da unidade de saúde localizada na Zona Norte do Recife é que os leitos sejam inaugurados até junho de 2019. HGV recebe pacientes de todas as regiões do estado.
Diante da superlotação do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, a direção da unidade de saúde prevê a inauguração de 28 leitos hospitalares até o mês de junho de 2019. Além da lotação, pacientes e acompanhantes denunciaram calor e falta de camas na emergência. (Veja vídeo acima)
No local, são atendidos, mensalmente, cerca de 14 mil pacientes. O diretor do hospital, Bartolomeu Nascimento, afirmou, nesta terça-feira (7), que os novos leitos estão longe de resolver a situação de superlotação na unidade de saúde.
“Existe um planejamento para que seja entregue até o final de junho uma nova etapa do hospital, por meio da qual vamos aumentar a quantidade de leitos no hospital. Serão 28 leitos adicionais. Isso, sem dúvida, não resolve totalmente a superlotação, mas ajuda bastante”, afirma.
Ainda segundo Bartolomeu Nascimento, a lotação do hospital se deve, principalmente, ao fato de o HGV atender demandas de alta complexidade. A unidade é referência no tratamento de problemas vasculares e de ortopedia, por exemplo.
“Nós não recusamos nenhum atendimento e isso é parte da situação que vemos atualmente aqui. É um hospital que realmente tem uma demanda alta, lotada, e que atende uma rede grande de pacientes, que vêm de várias regiões de Pernambuco”, declara.
O diretor também diz que a falta de unidades básicas de qualidade piora a situação do Hospital Getúlio Vargas.
“O problema da superlotação vai desde a assistência básica. Precisamos de uma assistência básica que funcione bem. São os pequenos hospitais, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), para que esse paciente não precise chegar ao estágio de precisar do Hospital Getúlio Vargas, que é de alta complexidade”, afirma.
Atendimento demorado
Nesta terça-feira (7), a TV Globo foi até o hospital para acompanhar a rotina de pacientes no local. A reportagem não foi permitida a entrar no HGV, mas acompanhantes dos pacientes enviaram vídeos ao WhatsApp da TV Globo para mostrar a situação da emergência. (Veja vídeo acima)
As imagens mostram corredores lotados, homens e mulheres internados juntos na emergência do hospital, em macas que ficam rentes ao chão. Para os parentes, a estrutura disponível é uma cadeira de plástico. É possível ver os tapumes nas paredes por causa da obra de ampliação e os pacientes reclamam do cheiro de tinta no local.
O pai do agricultor Wilson da Silva, de 73 anos, saiu de Pesqueira, no Agreste, e espera há uma semana, no corredor, por uma cirurgia para amputar o pé.
“Ele precisou voltar para fazer outra amputação, que já é a terceira. Fez a primeira e não deu jeito. A segunda infeccionou mais e o pé dele está em decomposição. Estamos nesse sofrimento, esperando um procedimento médico, mas, até agora, nada foi feito”, diz o agricultor.
Fonte: G1



