Hospital interditado após reforma

Moradores de Camaragibe, município da Região Metropolitana do Recife (RMR), terão que esperar até o próximo mês para poder usufruir de parte do Hospital Municipal Doutor Aristeu Chaves. Localizado na avenida Doutor Belarmino Correia, no centro da cidade, a unidade de saúde foi entregue novamente à população no fim do ano passado, após passar por reforma, avaliada em R$ 4,3 milhões.

Contudo, logo em seguida, no início de janeiro deste ano, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) constaram irregularidades no prédio, que acabou sendo interditado. Os motivos são vários: infiltrações no bloco cirúrgico e na sala de raio-X, além de problemas no sistema de combate a incêndio e na tubulação de oxigênio.

Inconformados, os moradores da cidade reclamam do fato de precisar se deslocarem às unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Caxangá, no Recife, e de São Lourenço da Mata. “Desde que ele foi reinaugurado está sem funcionar. Somos os mais prejudicados”, comentou a zeladora Rosemary Ferreira, 45 anos. Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) afirmam ainda que nas outras unidades de saúde é preciso lidar com a espera, pois moradores de várias cidades vão para o mesmo lugar.

O atual secretário de Saúde de Camaragibe, Caio Mário Melo, espera entregar a emergência geral, pediátrica e odontológica do Aristeu Chaves até o dia 25 de março. “O Centro Médico de Especialidades Clínicas (Cemec) será transferido para parte do hospital, que não tem problema de funcionamento. Os demais setores da unidade ainda não têm a menor condição de colocarmos para funcionar, por uma série de motivos, como infraestrutura”, alegou. A expectativa é de que uma média de 230 pessoas sejam atendidas nesse setor.

Ainda de acordo o secretário, não há previsão para que todo a unidade de saúde volte a funcionar. “Pois não depende apenas do município, mas também de recursos e parcerias com o Ministério da Saúde, por exemplo. Ainda é preciso muito investimento”, justificou Caio Mário Melo, acrescentando que a maior dificuldade é manter a unidade de saúde, pois é preciso pagar cerca de R$ 1,5 milhão por mês.

Não bastasse isso, o antigo dono da unidade de saúde, Marcos Augusto Cordeiro dos Santos, reivindica na Justiça alguns problemas. Ele alega que em 2010 fez um contrato de cinco anos com a prefeitura, mas apenas oito meses teriam sido pagos. No ano passado, o município entrou com um processo de desapropriação, repassando R$ 2 milhões para Marcos. No entanto, ele alega que a unidade está avaliada em cerca de R$ 5 milhões.

Fonte: Folha de Pernambuco

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