Hospital Miguel Arraes superlotado

Emergência de um dos três novos hospitais do Estado alcançou ocupação duas vezes maior que a planejada para a sua capacidade

O primeiro dos três novos hospitais projetados para a ampliação da rede estadual de saúde o Metropolitano Norte Miguel Arraes, em Paulista alcançou neste fim de semana, na emergência, ocupação duas vezes maior que a planejada para a capacidade. A unidade, inaugurada em dezembro de 2009, tinha na manhã de ontem 70 pacientes em observação nas salas verde, amarela e vermelha. Ou seja, 49 a mais, além dos 31 habituais. Na ala vermelha, onde ficam os mais graves, a superlotação chegou a 233%. No fim da manhã, nesse espaço, onde deveriam ficar três doentes, havia oito (170% de aumento). Acidentados do trânsito, vítimas de agressão e idosos com infecção respiratória ou doenças crônicas ocupam os leitos.

A médica Amélia Lyra, vice-diretora do HMA, explica que essa situação vem ocorrendo desde o início do ano. “Já tivemos ocupação maior. Nos fins de semana, os postos de saúde não funcionam e há hospitais conveniados que não recebem pacientes. Além disso, aumentam os acidentes e estamos no verão, o que amplia o movimento nas estradas”, alegou.

Mesmo com a sobrecarga, o plantão não foi fechado. “Comunicamos à Central de Regulação de Leitos a situação, para que esse quadro seja considerado e diluída a demanda a ser encaminhada até aqui.” A UTI do Miguel Arraes, que tem 28 leitos para adultos, também estava cheia, 100% ocupada e com paciente do próprio hospital aguardando vaga. A equipe médica avaliava as possibilidades de alta da UTI e das enfermarias, também cheias, para remanejar os doentes.

Segundo a vice-diretora, dos 112 leitos das enfermarias, 30 são da clínica médica. Mas se todos estivessem à disposição dessa clínica também estariam lotados. É que além da sobrecarga na ortopedia, o Miguel Arraes recebe grande número de idosos. “É preciso melhorar a atenção básica e ter leitos de retaguarda em hospitais de menor complexidade, que possam receber idosos.”

Vítima de acidente de moto no último dia 11, Alisson de Melo, 26, voltou à unidade ontem, às 9h, para avaliação médica. Às 14h30, porém, ainda aguardava atendimento. “Isso aqui está muito cheio”, reclamava a mãe do jovem.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Fonte: Jornal do Commercio.

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