Hospital recebe por pacientes mortos

CAMPO GRANDE – O Hospital do Câncer em Campo Grande (MS) obteve repasse do Sistema Único de Saúde (SUS) referente a pelo menos sete pacientes que já tinham morrido. A acusação consta em ação movida pelo Ministério Público estadual de Mato Grosso do Sul que pede a imediata destituição de três dirigentes da unidade.

Adalberto Siufi, diretor-geral, Blener Zan, diretor-presidente, e Wagner Miranda, diretor-financeiro da instituição são suspeitos também de uma série de outras irregularidades.

A promotoria usou dados de 2009 colhidos pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus). O relatório identificou repasses para tratamentos de quimioterapia aos pacientes falecidos, que somaram R$ 5.094,58, a título de Autorização de Procedimento de Alta Complexidade/Alto Custo (APAC).

A promotora Paula Volpe, autora da ação, aponta ainda que os dirigentes do hospital contratavam empresas próprias para prestação de serviços médicos, prática proibida por resolução da Procuradoria Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul. “Mesmo com a proibição, (os dirigentes) estavam contratando as próprias empresas”, diz.

Um exemplo é a empresa Saffar & Siufi Ltda, de propriedade de Adalberto Siufi, dirigente do hospital, e Issamir Farias Saffar. Siufi e Blener Zan são alvo também de uma operação da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, chamada de Sangue Frio, deflagrada na manhã de ontem, que investiga suspeitas de irregularidades do Hospital do Câncer, em Campo Grande, além do Hospital Universitário.

Fonte: Jornal do Commercio

 

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas