HR consegue organizar os quiosques

Em 2010, depois de muitos anos ocupando as calçadas em frente à maior emergência do Nordeste, o Hospital da Restauração (HR), no Derby, 39 comerciantes foram retirados do local pela Dircon, deixando o visual e a passagem no local diferente da desorganização que existia na região. Os vendedores receberam treinamento e ganharam boxes construídos na praça de alimentação, inaugurada dentro de uma área do hospital, no ano seguinte, num espaço de 1.791 metros quadrados, onde foram construídos um jardim, além de 39 quiosques, com 6,3 metros quadrados cada um, bancos, lixeira, área para desembarque e depósito de mercadorias e centrais de gás, água e energia elétrica próprias. A obra custou R$ 1,24 milhão.

Todos os ambulantes foram capacitados para trabalhar com alimentação, segundo as normas da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), e ganharam um espaço próprio, sendo responsáveis pelas despesas com gás, água e energia elétrica. Hoje quem visita o lugar se impressiona com a organização.

Muitos ambulantes que hoje ocupam as áreas nos hospitais públicos do Recife usam a experiência do HR como exemplo para planos em outros hospitais. Todos citam que o Agamenon Magalhães, assim como o Hospital das Clínicas e o Barão de Lucena têm espaço suficiente para a criação de praças de alimentação nos mesmos padrões. “Se foram feitas as obras no HR, num espaço pequeno lá, também poderiam fazer nos outros”, disse Linaldo Barbosa, que vende lanches na rua São Vicente, na Tamarineira, Zona Norte, espremido entre outros comerciantes que foram retirados da calçada do Hospital Agamenon. “Estou aqui desde 2004 e já vi inclusive acidentes acontecerem, porque a rua acaba ficando estreita. Dividimos espaço com os carros e os pedestres para sobreviver.”

Fonte: JC

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