O Grupo Interinstitucional de Fiscalização de Saúde, entidade que agrega profissionais de várias áreas de atuação, estabeleceu o dia 31 de dezembro como prazo para a direção do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) concluir o levantamento das ações paliativas que devem ser realizadas na unidade, como retirada do lixo acumulado e obras de esgotamento sanitário. A decisão marcou a reunião, ontem, entre os conselhos de saúde e representantes do hospital. O próximo encontro de avaliação está agendado para o dia 15 de janeiro.
Para a coordenadora do Grupo Interinstitucional de Saúde, Alcedina Barros, o encontro foi positivo, pois os representantes do hospital apresentaram os procedimentos que estão sendo seguidos para retomar os serviços na instituição: a reabertura de 96 dos 112 leitos e a contratação de 800 plantões extraordinários, por exemplo.
A segunda medida, entretanto, recebeu críticas do grupo. “Sabemos da condição emergencial, mas precisamos de reformas para anteontem. Esses plantões não resolvem o problema. Precisamos de mais profissionais efetivos”, afirma Alcedina. A primeira quinzena de janeiro é o prazo dado pelo grupo para a direção apresentar o quadro de profissionais que precisam ser contratados.
Questionada sobre o recurso assegurado pelo Estado para ajudar o Huoc, ela explicou que R$ 950 mil estão destinados ao pagamento dos plantões extraordinários desse fim de ano e os salários atrasados. Além disso, R$ 1 milhão é para remover o esgoto no entorno dos pavilhões. O restante do valor será destinado a ajustes, como catraca eletrônica para controlar o cumprimento da jornada de trabalho e dar segurança aos pavilhões. “Tudo está caminhando devagar, mas a nossa esperança é a força da coletividade, com a união dos conselhos de saúde. Nossa meta é mostrar e apontar soluções. Sabemos da condição emergencial, mas precisamos de um plano definitivo”, observa.
Dos 96 leitos reabertos, 19 são no isolamento de doenças infecciosas, 38 de oncologia, 32 de diferentes clínicas e sete de terapia intensiva. Dois pavilhões permanecerão fechados porque precisam de reformas. O esgoto estourado nos arredores do hospital dos pavilhões deverá ser tapado nos próximos dias.
Fundado em 1884 para receber as vítimas de varíola, o hospital tem hoje 407 leitos, distribuídos em especialidades como oncologia, pneumologia, cirurgia geral e doenças infecciosas. Mil e quinhentas pessoas estudam de quatro universidades do Estado estudam no hospital-universitário, na condição de residentes.
Fonte: Jornal do Commercio



