PCR investiu R$ 21,4 milhões em três meses

Em três meses no comando do Recife, de janeiro a março, o prefeito Geraldo Julio gastou R$ 21,4 milhões do dinheiro do povo em investimentos. Esse foi o total de aportes liquidados. Na linguagem técnica, significa que foram os serviços concluídos pelas empresas contratadas, fiscalizados pela equipe da Prefeitura e que receberam o carimbo de conclusão atestada, tendo assim o pagamento autorizado. A Via Mangue consumiu praticamente metade desses recursos. A análise dos números do período, fornecidos pelo Portal da Transparência da cidade, mostra também que nenhum dos aportes tem, na prática, a “cara” da nova gestão. São projetos herdados da administração anterior.

De valores empenhados, ou seja, dinheiro “amarrado” no orçamento para custear obras, compra de materiais, indenizações e demais ações descritas como investimentos, a nova gestão municipal alocou R$ 279,9 milhões. As obras e instalações foram as maiores despesas: R$ 16 milhões. Seguidas pela aquisição de imóveis, com R$ 4,6 milhões.

Entre as estatais, a Empresa de Urbanização do Recife (URB) é a campeã de desembolsos, com R$ 20 milhões. Desses, a construtora Queiroz Galvão levou mais da metade (R$ 11,2 milhões). A companhia é responsável por tocar a Via Mangue, projeto antigo. Já o Consórcio Parques do Recife, formado pelas empresas Camilo Brito e Engemaia, recebeu R$ 1,4 milhão no período. As duas têm a missão de requalificar os parques do Santana, Caiara e Apipucos. Também obra da gestão passada.

Ainda no ranking das empresas públicas, o segundo lugar fica com a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), distante vários milhões, com investimentos liquidados de R$ 226 mil. “Novidades não tinham como aparecer. O Hospital da Mulher, projeto novo, obra de R$ 58 milhões, cuja ordem de serviço foi assinada hoje (ontem), por exemplo, não está. Os dois Compaz também não”, comentou o secretário de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebelo. Esses investimentos só serão computados ao longo do segundo trimestre.

Na comparação entre o início da gestão Geraldo Julio com o primeiro ano de João da Costa (PT), em 2009, o novo prefeito ostenta uma diferença, para mais, de R$ 155,3 milhões em investimentos empenhados. Se colocados lado a lado com o desempenho do ano passado, mais próximo do ponto de vista de comportamento da receita pública, João da Costa empenhou e liquidou mais, R$ 367,4 milhões e R$ 33,3 milhões, respectivamente.

“O processo de liquidação segue um rito dentro da máquina pública que, durante um período de transição de administração, tende a ser mais lento. Por isso, não cabe uma comparação direta com outras gestões”, argumentou Rebelo.

Fonte: Jornal de Commercio

 

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