A Secretaria Estadual de Defesa Social informou ontem que já há verbas disponíveis para reformar o Instituto de Medicina Legal no Recife. Segundo o órgão, uma equipe de engenharia iniciou análises no prédio para definir o cronograma. Os investimentos vão priorizar melhorias nas salas de necropsia, aquisição de gerador e câmaras frias.
As reformas, que também serão realizadas em Petrolina e Caruaru, foram anunciadas depois que servidores denunciaram más condições de trabalho. As queixas foram feitas durante paralisação de 24 horas da Polícia Civil. Em apoio, policiais militares promoveram uma passeata.
Em frente ao IML da capital, em Santo Amaro, cerca de 100 policiais se reuniram. Em assembleia, decidiram que a categoria vai parar a cada 15 dias até ficar satisfeita com a resposta do governo para a pauta de reivindicações.
Os servidores permitiram a entrada da imprensa no IML do Recife. No necrotério havia sujeira, sangue, moscas, equipamentos com ferrugem e buracos no teto. Os funcionários também reclamam da falta de produtos de limpeza e máscaras com filtro, além de pane no ar-condicionado da necrópsia. A SDS afirmou que já iniciou serviço de manutenção e substituição dos ar-condicionados e a limpeza vem sendo feita normalmente. O órgão disse ainda que haverá concurso com 316 vagas para a Polícia Científica, com data a definir.
“Institutos e delegacias continuam em situação crítica. A câmara onde são armazenados os corpos não está funcionando bem”, disse Áureo Cisneiros, presidente do Sinpol. A Polícia Civil cobra também melhores condições nas delegacias, inclusão dos peritos papiloscopistas no Quadro Técnico Policial, implantação do Plano de Cargos e extinção do Programa de Jornada Extra de Segurança. Na segunda-feira, a Justiça fixou multa de R$ 30 mil por dia de paralisação.
Ontem, 14 corpos permaneciam no IML. O autônomo Djalma Lino chorava sem informações sobre a liberação do corpo da mãe. “Todos têm motivo de protestar, mas também temos o direito de enterrar”, comentou.
Militares
Cerca de 200 PMs fizeram passeata do Parque 13 de Maio ao Palácio do Campo das Princesas para reivindicar um plano de carreiras e reajuste. Um encontro com o governo está agendado para o dia 22. “Temos a mesma pauta de abril de 2014, que se transformou em greve”, alertou o presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros, José Roberto Vieira. Para ele, um movimento grevista não está descartado.
Fonte: Dario de Pernambuco



