O período de chuvas que se aproxima acende uma luz vermelha para os pais de bebês prematuros. É preciso redobrar os cuidados durante a época de frio, quando aumenta a incidência de casos de infecções por Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O alerta foi dado pela Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), durante o lançamento da campanha Prematuro imunizado é prematuro protegido. Em Pernambuco, 2.072 crianças com menos de um ano morreram em 2010, último ano contabilizado pela Secretaria Estadual de Saúde. Entre os óbitos, 53,1% foram de bebês prematuros. Os desconfortos respiratórios estão entre as principais causas de morte dos que nasceram antes de completar o período ideal de gestação (37 a 40 semanas).
Pouco conhecido por grande parte da população, o VSR é o maior causador de infecções respiratórias entre os meses de março e setembro. “Esse vírus é também o principal responsável pela hospitalização de bebês prematuros no primeiro ano de vida”, esclareceu o neonatologista Renato Kfouri, presidente da SBIm. Segundo o médico, “a apresentação clínica da doença é bastante variada, predominando a infecção de vias aéreas superiores, semelhantes a um resfriado comum”.
Estudos realizados no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) e apresentados no lançamento da campanha apontam que o VSR está presente em cerca de 60% a 70% das hospitalizações de menores de um ano por problemas respiratórios. “O vírus causa bronquiolite, uma dificuldade respiratória que pode ter consequências graves como internações e até mortes em prematuros”, afirmou a infectologista pediátrica Rosana Richtmann.
De acordo com a médica, a primeira lição para os pais de recém-nascidos é lavar as mãos antes de abraçar ou pegar a criança. “Quando você toca em algum objeto ou numa superfície infectada, por exemplo, o vírus pode sobreviver nas mãos por até 30 minutos”, alertou. Tossir com a mão na boca é outra dica para evitar a transmissão para os bebês.
Em Pernambuco, as vacinações para prematuros seguem o calendário nacional do Ministério da Saúde. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, “as principais causas de mortes em menores de um ano no estado são: feto e recém-nascido afetados por doenças maternas, feto e recém-nascido afetados por complicações maternas da gravidez, desconforto respiratório e transtornos relacionados com a gestação de curta duração e peso baixo ao nascer”.
Um estudo para avaliar a compreensão e conscientização sobre a prematuridade, realizado pelos Laboratórios Abbott em 2011, ouviu 1,3 mil mulheres (mães de recém-nascidos prematuros e nascidos em tempo normal, além de mulheres grávidas). A pesquisa aponta que 75% das entrevistadas acreditam que bebês prematuros são mais suscetíveis a infecções respiratórias quando comparados a bebês de gestação normal.
Fonte: Diario de Pernambuco



