Instituições se unem na guerra contra o mosquito

Mais de 210 mil unidades públicas e privadas do Brasil participam da Semana Nacional de Mobilização para o combate ao Aedes aegypti. No total, em todo o País, serão mobilizadas 146.065 escolas da rede básica, 11.103 centros de assistência social e 53.356 unidades de saúde. A articulação é feita pela Sala Nacional de Coordenação e Controle, que reúne os ministérios da Saúde, da Integração, da Defesa, do Desenvolvimento Social e da Educação, a Casa Civil e a Secretaria de Governo da Presidência da República, além de outros órgãos convidados.

Segundo o Ministério da Saúde, Estados e municípios têm autonomia para definir quais ações serão realizadas para mobilizar as áreas. Mas a orientação é que sejam promovidas atividades que envolvam a prevenção e o combate ao Aedes, como os mutirões de limpeza, a distribuição de materiais informativos, a realização de rodas de conversa educativas, além de oficinas, teatros e gincanas.

“Não podemos baixar a vigilância. É melhor cuidar do foco do mosquito do que sofrer as consequências de não ter feito essa iniciativa. Vamos reforçar, ainda mais, a necessidade de eliminar os criadouros, convocando toda a sociedade para esse trabalho já antes do verão, quando começam as chuvas”, destaca o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Instalada para o enfrentamento à microcefalia, desde o fim de 2015, a Sala Nacional de Coordenação e Controle é articulada pelo Ministério da Saúde e tem como objetivos gerenciar e monitorar as ações de mobilização e o combate ao Aedes aegypti. Como parte das atividades, no primeiro semestre deste ano, foram vistoriados mais de 151,8 milhões de domicílios, estabelecimentos de ensino, de saúde e de outras finalidades, além de edifícios em construção, para eliminar os possíveis focos do mosquito.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, até 2 de setembro, foram notificados 219.040 casos prováveis de dengue, o que representa uma redução de 85,2% em relação ao mesmo período de 2016. Também foram registrados 171.930 casos prováveis de chicungunha. A redução é de 34,2%, comparado ao ano anterior. Em relação à zika, os casos caíram 92,6%. Foram registrados 15.586 casos prováveis em todo País. Já em 2016, o Brasil registrou 211.487 notificações.

Fonte: Jornal do Commercio

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