Ipojuca recebe o Mãe Coruja

Ao completar dois meses de existência, o Programa Mãe Coruja do Ipojuca já colhe flores (mães) e frutos (filhos). Instalado em cooperação técnica com o Governo do Estado e inspirado no Programa Mãe Coruja Pernambucana, ele tem como meta o fortalecimento das políticas públicas de atenção a gestantes e a crianças na primeira infância. Sob a coordenação da primeira-dama, a médica pediatra Simone Santana, o programa conta com ações de cooperação de sete secretarias municipais e tem a unidade inaugural em Ipojuca Sede.

Ao assumir a Prefeitura do Ipojuca, Carlos Santana solicitou dados ao IBGE para realizar umdiagnóstico do município e fazer um planejamento das ações pertinentes. Segundo Simone Santana, “a realidade da população do Ipojuca é assustadora, enquanto o município é o segundo PIB do Estado e a população ocupa o 43º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Vários outros dados foram levantados (veja no infográfico) e todos depõem contra. Porém, aqueles que mais chamaram atenção do Programa Mãe Coruja são os relativos às mulheres e jovens. Trinta por cento das gestantes são adolescentes, com idade entre 10 e 19 anos. Estão fora da escola 5.613 jovens entre 15 e 24 anos. Apenas 15% das crianças de 0 a 3 anos têm acesso a creches no município”.

Ipojuca apresenta uma formação geográfica atípica. O município possui a Sede e mais dois distritos quase do mesmo tamanho e com a mesma infraestrutura. Também tem as praias, como Porto de Galinhas, Maracaíbe e Serrambi que, praticamente, funcionamcomo distritos, alémde possuir cerca de 70 engenhos, onde habitam pequenas comunidades de trabalhadores. Com a chegada dos operários para as empresas que funcionam no entorno do Porto de Suape, a população ficou inchada e vários problemas se intensificaram. Para enfrentar problemas como drogas e prostituição, a Prefeitura está criando um grupo de trabalho com representantes das instituições públicas, privadas e religiosas, para definir uma política de enfrentamento dessas questões.

PROGRAMA A primeira unidade do Programa Mãe Coruja está localizada na avenida Francisco Alves de Souza, 270, Centro, Ipojuca Sede. Ele atende mulheres gestantes, residentes no município, usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), do primeiro até o curso do quinto mês de gravidez.

Desde que foi inaugurado, o Programa já cadastrou 178 mulheres. “Desde o início, nossa preocupação é chegar junto da população feminina em idade fértil. Hoje, essa faixa é de 28.616 mulheres, o que representa 34% da população feminina domunicípio”, informa Simone Santana. Mais duas unidades do Programa vão ser entregues a população: uma em Camela e outra em N.S. do Ó. “Todas vão ter o mesmo padrão da unidade Ipojuca Sede”, revela Simone.

Nas três unidades, a população alvo terá os seguintes benefícios: atendimento priorizado para agendamento de consultas de prénatal; realização de parto humanizado; atendimento para consultas de puericultura para crianças; alfabetização e elevação do nível de escolaridade das mães; priorização no acesso às cheches municipais para criança; acesso à documentação para gestantes e filhos, programa de qualificação profissional, educação em segurança alimentar e nutricional, terapia comunitária, entre outros.

Segundo a coordenadora Simone Santana, além de tudo que o Programa Mãe Coruja oferece, ele tem um apelo. As mães que fizerem sete ou mais consultas de pré-natal, estejam com mais de 28 semanas de gravidez e terem o feto identificado, ganham um kit enxoval. Mas para isso, é preciso que elas comprovem com o cartão todas as consultas. Outro problema que já estamos solucionando é a quantidade de leitos na nossa maternidade, que atualmente é de apenas seis leitos e vai passar para 20 até o final do ano.

Fonte: Folha de Pernambuco

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