A cobertura jornalística pioneira dos primeiros casos de microcefalia associada ao zika, feita pelo Jornal do Commercio em 2015, é contada em um dos capítulos do livro Vírus Zika no Brasil: a resposta do SUS, lançado ontem, em evento da Rede Nacional de Especialistas em Zika e Doenças Correlatas (Renezika), em Brasília.
A publicação, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), traz um artigo assinado pela jornalista do JC Cinthya Leite, a primeira a noticiar a explosão dos casos de microcefalia em 2015. Organizado em sete capítulos, o livro também conta com a colaboração de outros 32 autores, entre pesquisadores e gestores da saúde.
“Foi muito importante ter registrado, neste livro, como o olhar do jornalismo científico em saúde ajudou a me tornar uma profissional mais sensível para investigar e divulgar os primeiros casos de microcefalia associada ao zika. O trabalho que temos realizado ajuda a transmitir para a população, da forma mais fiel possível, o que os pesquisadores descobrem sobre um vírus que ainda carrega tantas incertezas”, diz Cinthya, que é mestre em Saúde da Comunicação Humana pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
No livro, a coordenadora do Núcleo de Comunicação da SVS/MS, Márcia Turcato, escreve que, no início do aumento de casos de microcefalia, em 2015, Cinthya “publicava de forma solitária matérias e entrevistas sobre casos de microcefalia no Recife. Não identificava a causa, mas levantava suposições. Cinthya foi pioneira no trato do tema”. A versão eletrônica da publicação está no link: goo.gl/G0PVVm.
Fonte: Jornal do Commercio



